Razões para se amar – descubra dentro de você!

Sempre acreditei que só podemos oferecer o que temos e com o amor não é diferente. Como vamos dar alegria, senão a temos? Como vamos ensinar alguém sobre um assunto, se também não temos conhecimento? Como vamos perdoar, se não sabemos por onde começar? Como vamos dar amor, se nunca nos amamos? A fórmula é simples, só é possível oferecer o que temos.

E algumas situações me fizeram refletir sobre as razões para se amar em primeiro lugar. Vou listar algumas:

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1 – Se você se ama, você é feliz;

2 – Se você se ama, você se cuida;

3 – Se você se ama, você supera as dificuldades com êxito;

4 – Se você se ama, você tem sucesso;

5 – Se você se ama, você passa a sua energia positiva para todos;

6 – Se você se ama, você sempre está sorrindo;

7 – Se você se ama, você sonha com um mundo melhor;

8 – Se você se ama, você não tem medo de enfrentar a vida;

9 – Se você se ama, você tem amigos verdadeiros;

10 – Se você se ama, você nunca se sente só;

11 – Se você se ama, você respeita o outro;

12 – Se você se ama, você se valoriza;

13 – Se você se ama, você ama viver.

É claro que poderia passar um dia inteiro listando razões para se amar em primeiro lugar, mas me faltariam páginas em branco, porque quando o assunto é amar-se, é infindável as possibilidades de construção de uma vida muito mais leve e feliz.

Conheço muitas pessoas que passam os dias de sua vida se inferiorizando, se lamentando, se sentindo feia, criando desculpas para tudo, se criticando, se iludindo, destruindo lares, invejando o outro, sem amigos, sem sonhos..Pessoas que perdem a própria vida por falta de amor próprio. E falando em perder a própria vida, queria fazer um paralelo sobre a série “Thirteen Reasons Why” (Por 13 razões), que conta a história de uma adolescente que comete um suicídio e antes de fazê-lo registra em 13 fitas as 13 razões pelas quais se matou. O meu intuito não é contar sobre à série, mas sim fazer uma reflexão sobre as razões que poderiam levar pessoas a tirarem a própria vida. E se existem 13 razões para desistir, existem sim outras 13 para se viver!

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O que dizem é que a culpa é da depressão, da falta de carinho da família, da falta de autoestima, da falta de dinheiro, e acredito que todos estes fatores podem sim potencializar uma falta de amor profunda e levar a uma tragédia, mas não acredito que “eles” são culpados sozinhos. Sou da teoria que se você se ama, você não abre as portas para que estes mal intencionados tomem conta da sua vida. Se você se ama, você procura ajuda, se você se ama, você luta pela sua vida até que a sua última gota de suor exista.

E qual é o segredo para que consigamos nos amar? Para mim são pequenas ações, que feitas diariamente, permitem que o amor próprio seja alimentado e repassado para todos ao nosso redor, como:

1 – Acordar todos os dias e agradecer pela vida;

2 – Se olhar no espelho e dizer: eu me amo;

3 – Vestir uma roupa que te faça se sentir bem;

4 – Colocar cor na sua vida – na roupa, na maquiagem;

5 – Escutar músicas alegres;

6 – Meditar, rezar, orar – da sua maneira respirar e se tranquilizar;

7 – Fazer tudo o que tiver vontade de fazer – se realizar;

8 – Dar bom dia, boa tarde, boa noite para todos que cruzarem o seu caminho;

9 – Sorrir sempre;

10 – Ser gentil;

11 – Se perdoar pelos seus erros;

12 – Não se criticar tanto;

13 – Comer coisas gostosas.

Sim, quando nos amamos atraímos o amor e mais do que isto, somos capazes de amar o próximo. O amor é capaz de curar, de perdoar, de capacitar, de nos fazer flutuar, de renovar. Que o mundo tenha mais amor e menos dor.

O amor gera amor!

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Empatia é o grande convite da série 13 razões – netflix

13 razões (13 reasons why – netflix) é um grande exercício de empatia.

A empatia talvez possa ser praticada pelos animais, mas é sabido que é praticada pelo ser humano. E esta é como a construção muscular deve ser exercitada periodicamente.

A empatia é a capacidade humana de se transportar para uma situação alheia a sua realidade e viver aquela experiência com o olhar de quem realmente a vive.

Quando da sua prática não se é possível carregar a sua própria bagagem de experiências e conceitos, já formados ao longo da sua existência, pois agindo assim você estará apenas observando uma situação sob a sua ótica.

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pratique empatia com esta cena alegre.

Para pratica-la deve-se usar sua bagagem para construir o que se imagina ser a bagagem do outro e dai sim viver a experiência alheia.

13 razões apresenta personagens com os quais, qualquer um de nós na adolescência convive ou conviveu. E suas atitudes por muitas vezes ao primeiro olhar são pequenas, naturais e desta forma não causariam nenhum tipo de reação adversa ou significativa. Dai vem o convite da série, seja empático. Atentando a construção de cada personagem com a bagagem pessoal, oferecida pelo roteiro e pela direção, é possível se praticar a tal empatia e perceber os motivos de ações simples terem um plano de fundo e consequentemente criar duras e grandes cicatrizes.

Recomendo 13 razões de peito aberto e sendo empático com cada personagem.

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pratique empatia com esta cena alegre.

Todos temos em nossa bagagem temos a sensação de felicidade de um cão ao buscar um graveto atirado pelo dono ou outro alguém. De forma empática é simples se transportar e sentir sua felicidade ao saltar sobre a água com o brinquedo na boca. Da mesma forma é que fácil sentir a alegria na foto acima e também a tristeza e a dor na anterior. Mesmo sem nunca antes ter abocanhado um graveto ou passado frio e fome.

Empatia gera empatia.

imagens: pixabay e freeimages

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Café em cápsula adicionam novos itens a cesta básica

Nos últimos anos, com o surgimento e a consolidação das maquinas de café/bebidas em cápsulas, foi adicionado a cesta básica das famílias um novo item. O tradicional café em pó, torrado e moído, foi substituído ou complementado por caixas da bebida em cápsulas e prontas para uso em suas respectivas maquinas. O segmento brasileiro hoje é dominado por dois grandes players Nespresso e Dolce-Gusto.

Dado a praticidade de fazer porções únicas de café, com um variedade significativa de sabores, aromas e intensidades as empresas conquistaram o paladar brasileiro. O crescimento deste mercado foi apoiada também pela nova configuração das famílias, com um número menor de membros, é possível investir em produtos de maior valor agregado e personalizados ao paladar e ao gosto de cada um.

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No que tange o atender ao paladar as duas máquinas divergem. A Nespresso se especializou em cafés e somente cafés. Trazendo ao público em lojas exclusivas um atendimento diferenciado e uma maior variedade de sabores, intensidades, aromas. Com edições fixas e limitadas a marca oferece bebidas das mais diversas partes do mundo.

A Dolce-gusto veio ao mercado com uma estratégia diferente da concorrente. Com maquinas e cápsulas comercializadas na rede varejista de Supermercados e Hipermercados conseguiu uma penetração maior no segmento. E a fim de atender ao paladar de toda família, além do café, ela oferece ao publico bebidas achocolatadas, capuccinos, chás e outros produtos desenvolvidos para plataforma e produtos de renome da marca mãe, a Nestle.

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As maquinas de café em cápsulas tem um comportamento de mercado semelhante ao das impressoras, o verdadeiro custo do produto não esta na aquisição das maquinas, mas sim na aquisição das cápsulas. Em 2015, segundo a ABIC, a média de consumo de café por habitante no Brasil foi de 81 litros. Equivalente a um consumo médio aproximado de 4 xícaras por habitante todos os dias. 4 doses desta bebida sairia a um custo entre R$ 6,00 e R$ 10,00 por dia.

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Desta forma vale conhecer outras formas de se ter um café prático, de qualidade e ainda com um custo inferior aos das cápsulas. Falaremos mais em um próximo post.

Não se pode ter um bom produto final, sem uma bons ingredientes.

Enjoy your coffee.

imagens: pixabay e freeimages

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Erwin Wurm, Hanna, o concreto e a casa gorda.

O CCBB Brasília presentou seu público com uma até incrível no mês de abril. O dueto artístico da exposição “O Corpo é a Casa” do austríaco Erwin Wurm e a performance de Hanna Reitsch no monólogo “De Salto Alto, Céu e Concreto” sob direção de Juana Miranda conduzem o público a uma jornada empática, atual e lúdica a respeito das expectativas e padrões impostas pela sociedade a nós, em especial as mulheres.

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Obra O Corpo é a Casa” do austríaco Erwin Wurm.

Erwin Wurm , nos conduz a uma jornada visual, até divertida, onde zomba de si em fotografias com frutas e até atua no clipe de Can’t Stop, da tradicional banda Red Hot Chili Peppers. Wurm claramente questiona padrões e conceitos tomados como fatos ou verdades para a sociedade atual. Padrões de beleza e conceitos de arte são testados e questionamos em obras divertidas como a de uma casa rechonchuda (fora do padrão arquitetônico aceitável) e quem em seu dilema faz uma auto-analisa e infere que: sendo ela uma casa, porem fora do padrão estabelecido para casas, seria ela uma obra de arte? O que é arte?

Estas e outras questões fazem parte da exposição O Corpo é a casa, que fica a disposição do publico brasiliense até junho. A exposição tem ainda uma galeria interativa, onde os expectadores podem experimentar não se levarem tão a sério zombando de padrões.

Na performance de Hanna Reitsch no monólogo “De Salto Alto, Céu e Concreto”, a atriz se divide em duas interpretações. A de uma mulher que após abandonar sua vida e família por uma relação promissora e apaixonada, porém esta já se vê próximo do fim, e o felizes para semprenão será tão para sempre assim.  Do outro lado, uma amiga inusitada, A cidade, se vê decepcionada e conflituosa com seus moradores, empreiteiros e a ambição humana que vem desvirtuando seu projeto original.

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Divulgação de Hanna Reitsch no monólogo “De Salto Alto, Céu e Concreto”

O espetáculo nos coloca a questionar e enxergar as nuances, por vezes, ainda discretas e ocultas de uma relação abusiva. Onde a vítima não enxerga seu papel, apesar de o interpreta-lo e ainda trazer para si o ônus da infelicidade.

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Carta de Brasília no monólogo “De Salto Alto, Céu e Concreto”
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Chegada a Saint-Jean-Pied-de-Port – A credencial de peregrino

De táxi e com novos amigos, e já peregrino, seguimos de Roscenvalles até a caminho da cidade francesa de Saint-Jean-Pied-de-Port para iniciar a jornada pelo caminho de Santiago de Compostela. Lá selo pela primeira vez minha credencial de peregrino.

Não se esqueçam de sugerirem, criticarem e participarem da construção deste livro que representa cada peregrino em suas jornadas pessoais.

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Como iríamos de táxi, Torres sugeriu que conhecêssemos a Plaza del Toro e a rua onde acontece a tradicional festa de San Firmin. Nesta festa pessoas correm por uma rua fechada e cercada por taboas de madeira para que os comércios não sejam danificados após serem invadidos por algum touro enfurecido. Estes touros são soltos no inicio da rua e sobem correndo atrás destes foliões valentes que os desafiam. Todos os foliões corredores usam camisas brancas e lenços vermelhos no pescoço, alem disso têm nas mãos um tubo feito de jornal enrolado para cutucar o touro caso ele chegue muito perto. Fico imaginando o quanto os touros devem ficar intimidados vendo aqueles bonecos com um pedaço de jornal nas mãos, mas enfim, é assim que funciona. Depois de caminharmos pelas ruas do trajeto dos touros chegarmos a Plaza del Toro onde termina a corrida e os touros entram na grande arena logo atrás dos corredores que são aplaudidos pela sua bravura. Eu usaria outra palavra para a atitude deles.

Chamamos um táxi e aguardamos alguns minutos. Assim que ele chega, Torres nosso guia espanhol, toma assento no banco da frente e eu e Boyco entramos no banco de trás. De pronto o motorista explica que a estrada é muito sinuosa e algumas pessoas passam mal, logo se ficarmos enjoados devemos avisá-lo para que ele encoste. Imagino eu que alguém deve ter passado mal sem nenhum aviso a ele e com certeza lhe sobrou bastante trabalho para limpar o carro. Tratei logo de abrir a janela, não sou muito bom em estradas sinuosas.

Após algum tempo no carro e algumas curvas tudo vai muito bem e nem sinto a estrada sinuosa, acho que estou meio deslumbrado pela paisagem e imaginando que logo estarei passando por aquele caminho de novo, mas será fora do carro, a pé e com mochila nas costas.

O restante da viagem transcorre sem dificuldades e com pouco mais de uma hora chegamos à França, chegamos à Saint-Jean-Pied-de-Port. O motorista nos deixa na porta da oficina dos peregrinos, local onde os peregrinos são recebidos e selam suas credenciais e pegam orientações a respeito do caminho. Nesta oficina trabalhava Madame Debrill, uma das figuras lendárias do caminho, ela é autora da frase imortalizada entre os peregrinos

“O peregrino caminha o quanto pode, não o quanto quer.”

Ela hoje já não cuida mais dos peregrinos terrenos, já trabalha oriente eterno.

Na oficina observo o obvio, todos os voluntários falam francês, mas o processo já esta tão automatizado que o idioma não é um entrave, com certeza se eu falasse francês poderia entender o que estão dizendo e quem sabe até ouvir alguma historia bacana, mas ouço apenas sons que são gostosos de se ouvir e por fim tudo da certo e recebo o primeiro carimbo na minha credencial.


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Chegada a Saint-Jean-Pied-de-Port – Os peregrinos e o táxi

Peregrino de trem, a caminho da cidade francesa de Saint-Jean-Pied-de-Port para iniciar a jornada pelo caminho de Santiago de Compostela faço amizades que valerão por todo o caminho e pela vida.

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Ponte em Saint-Jean-Pied-de-Port

Ao meu lado não tem nenhum passageiro, posso usar todo o espaço das duas poltronas para relaxar, no braço de cada uma delas vejo um encaixe para fones de ouvidos e logo em seguida um funcionário do trem passa oferecendo fones, eu os dispenso, pois já possuo um que gosto muito e que me acompanha há tempos. Plugo o fone e começo a passear pelas estações de rádio, até que em uma delas o locutor lê pequenos contos lúdicos e cheios de fantasia. Fico feliz em ouvi-los e perceber que mesmo não dominando o idioma consigo compreender as historias. São historias infantis interpretadas com boa entonação, alguns efeitos sonoros e caracterização de cada personagem.

Algumas horas se passam, muitas historias doces são contadas e o trem já se aproxima da estação final. Vejo novamente o passageiro da mochila com bastões e ele me observa mais uma vez, o trem para, as portas são abertas e fico na fila para deixar o trem. O suposto peregrino sai antes de mim e o vejo indo em direção a porta de vidros que se abre automaticamente, uma placa acima dela indica ser a saída. Caminho a passos largos para alcançá-lo e já o encontro do lado de fora parado como se me esperasse, me aproximo o cumprimento, e sim ele é um peregrino e está a caminho de Saint-Jean. Ele é espanhol e seu nome é Torres. Existe um pouco de dificuldade entre nós com o idioma, mas quando se tem boa vontade entres às partes a comunicação flui. Ali pude enxergar o quanto às expressões corporais participam do dialogo.

Não se passa muito tempo e outra pessoa se aproxima, e apesar da mochila muito pequena e nenhum bastão ele também é um peregrino, seu nome é Boyco e ele é búlgaro, mas mora na Inglaterra. Boyco não fala espanhol. Na verdade eu também não falo, assim como Torres não fala inglês e eu também não, mas Boyco fala italiano e então definimos nossa comunicação em uma mistura de espanhol, italiano e um portunhol mal falado, mas nos entendemos.

Depois de alguns minutos de conversa sobre as formas para se chegar a cidade de Saint-Jean decidimos ir para a estação de ônibus para tentar uma linha que poderia ir a Roscenvalles. Roscenvalles é a cidade na Espanha mais próxima de Saint-Jean.

Já na estação muita desinformação e dificuldade para encontrar alguém das companhias responsáveis pelas linhas de ônibus que fazem a rota para a cidade e já estávamos por desistir de procurar alguém quando descobrimos através de uma placa que o ônibus que vai a Roscenvalles só sai no período da tarde e já havia saído naquele dia, nos restava apenas tomar um táxi para chegarmos ainda naquele dia.


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Ser mãe e profissional, é possível?

Confesso que há exatamente 6 anos eu não fazia ideia do que era viver uma vida de mãe. O que eu conhecia, muito superficialmente, era a vida da minha mãe, que por sinal sempre foi uma mãe incrível, presente, amorosa, dedicada, amiga…mas era algo distante de mim. Mesmo sem ter o conhecimento do que seria ser mãe na essência, sempre desejei gerar dentro do meu ventre uma vida e algo me dizia que o meu dia iria chegar, que muitas mudanças iriam acontecer e que muitas felicidades eu iria ter.

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Dia 14 de Julho de 2010, nascia a minha filha Luísa, o ser que eu tanto desejei ter. Antes de ser mãe não havia sentindo um amor tão grande, tão único, tão verdadeiro. Tudo era perfeito, o mundo podia parar ali, que eu estaria realizada e muito feliz, mas depois que a emoção de ter a minha filha nos braços acalmou, me veio um instante de desespero e várias perguntas tomaram conta do meu ser: Como vou voltar a trabalhar, tendo uma filha para cuidar? Aonde deixarei ela para trabalhar? E se ela adoecer? E com a minha filha nos braços me vi perdida, me sentido sem saída, afinal, o que seria da minha vida profissional? Como eu iria ser mãe e continuar a trabalhar como antes? Seria realmente possível ser mãe e profissional?

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A verdade é que tudo se ajusta, mas para isto é preciso ter atitude, buscar opções, pensar que é possível sim ser mãe e continuar tendo uma vida profissional de sucesso. Mas estar ciente de que a missão é grande e que exige mudanças. A vida se torna uma montanha russa, o desapego se torna uma ferramenta que precisa ser utilizada diariamente, a visita a creches se tornam frequentes, comidas práticas, vários relógios, porque o tempo mais do que nunca vale muito dinheiro, câmera em casa, cadeira de bebê “mil e uma utilidades” (bebê conforto, cadeira para carro, cadeira para alimentação, para trocar fraldas), mudas de roupas para você e para o bebê no carro, “porque agora os imprevistos fazem parte da rotina”, lista da agenda do celular com prioridade de pediatra, mãe, melhor amiga, chefe…enfim. Ufa, sem dúvida alguma é uma nova vida que se inicia e que pode muito bem ser administrada com êxito.

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Vai ter dias que você estará no seu trabalho, no meio de uma reunião super importante e o seu celular vai tocar, dizendo que o seu filho está com febre e você precisa buscá-lo. Vai ter dias que a babá não vai poder ficar com o seu filho e você vai ter que faltar trabalho. Vai ter dias que você vai olhar para o seu filho e pensar muito em arrumar um trabalho em possa levá-lo. Vai ter vários dias que o seu coração ficará apertado de deixá-lo para ir trabalhar. Mas acredite, nenhum destes motivos pode te levar a desistir de continuar sendo uma profissional de excelência e uma mãe incrível. A notícia boa é que todas estas fases passam, e os nossos filhos crescem e cada dia mais se tornam independentes, criam mais resistência e vão nos dando força para continuarmos. E quando os nossos filhos crescem um pouco mais e nos dizem: “obrigada mamãe por trabalhar tanto por mim”, não tem preço!

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As vezes, durante este processo, precisamos sair de um trabalho e buscar outro, sofremos preconceito nas entrevistas de trabalho, por sermos mães, mas o que é nosso está guardado, se buscarmos incansavelmente pelo o que nos motiva. E a colheita será farta e cheia de alegrias.

Não desistir no primeiro obstáculo vai te dar forças para não desistir nunca mais

Particularmente, eu me considero uma mãe-profissional excepcional, porque há 6 anos executo o papel da maternidade associada ao da profissional com muita dedicação e amor. Não é fácil, existem dificuldades, vontade de desistir da profissão, sensação de não ser a melhor mãe, mas focar no nosso filho, nos permite continuar sempre em busca dos nossos sonhos e nos motiva a oferecer a eles sempre o melhor. Uma certeza que sempre tive e que me mantém firme nesta vida de dois papéis importantíssimos, é que a minha filha vai crescer, se tornar uma mulher, uma profissional e ela terá muito orgulho da mãe dela, que com muito carinho não desistiu de lutar todos os dias para dar a ela uma vida sempre melhor, da maneira dela, do jeito dela.

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Você pode ser sim mãe e profissional, e tenha certeza que você estará fazendo para o seu filho sempre o seu melhor e ele terá muito orgulho de você!

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Viagem a duas – momentos inesquecíveis com ela!

Certamente viajar é uma das atividades mais deliciosas para mim. Quando viajamos, temos a oportunidade de conhecer novos lugares, novas pessoas, comidas típicas e temos a chance de ter experiências incríveis e tudo isto só depende de cada de nós.

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Mas quando se fala de fazer uma viagem a duas, muitas mães se questionam se realmente é possível, qual a melhor idade  da criança, o que levar, aonde ficar, quais atividades podem ser feitas, quais os cuidados tomar, entre tantas outras perguntas. E hoje gostaria de compartilhar com vocês, um pouco da minha experiência em viajar a duas, eu e minha amada filha.

A primeira viagem que fizemos a duas, foi em Julho de 2016 (minha filha estava com 5 anos), para Porto Seguro – BA e a segunda em Abril de 2017 (minha filha estava com 6 anos), para Natal – RN, confesso que pensei bastante para realizar a primeira viagem, pois tudo que é novo assusta um pouco, mas como sou uma amante da vida e de explorar novos lugares, tomei a decisão. A primeira parte do planejamento foi o tempo que eu e minha filha teríamos para viajar, e eu recomendo no máximo 7 dias, para uma viagem nacional, de maneira que dá para aproveitar muito e a criança não cansa, sem contar a parte financeira, que fica bem acessível. Depois de planejar o tempo que a viagem seria executada, foi a hora de pesquisar as passagens e hospedagem, que neste caso dependerá muito da sua intenção e disponibilidade de gasto. Eu, particularmente, não gosto de viajar para ficar em lugares caros, apesar de ter toda a infraestrutura, brinquedoteca, transportes, eu ainda prefiro me hospedar em um hotel/pousada, que tenha como regra: café da manhã, ótimo acesso para os pontos turísticos ou de meu interesse, chuveiro com água quente e boa cama. Depois de comprar as passagens e hospedagem, pronto foi a hora de arrumar a mala.

Sobre a mala, tudo depende qual é o destino escolhido, o nosso destino para as duas viagens que fizemos foi para praia, logo, levei apenas uma mala para mim e minha filha, desta maneira, além de ficar mais prático, foi uma maneira de ensinar para minha filha a levar pouca roupa e ser bem prática. Depois da mala feita, partiu viajar.

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Antes de contar de fato sobre como foram as viagens a duas, queria listar alguns cuidados que tive e acho pertinente citar:

  • escolher o lugar conforme o período do ano (verificar se choverá ou fará sol);
  • definição do período da viagem;
  • comprar as passagens e reservar a hospedagem;
  • levar remédios básicos (para dor de cabeça e febre);
  • levar documentos da criança (certidão e carteirinha plano de saúde, por exemplo);
  • levar uma mala prática (que caiba roupa da mãe e da criança);
  • verificar o melhor meio de transporte para deslocar do aeroporto para o hotel;
  • sacar dinheiro antes de viajar (evitar ficar perguntando sobre caixas eletrônicos);
  • fechar os passeios apenas quando chegar no cidade escolhida (assim fica mais fácil negociar preço e verificar a empresa).

A viagem…

Quando fizemos a nossa viagem para Porto Seguro – BA, chegando no aeroporto, pegamos um táxi e fomos até o hotel, uma vez que já havia pesquisado a melhor opção de transporte. O hotel escolhido, ficava à 100 metros da praia, então todos os dias acordávamos, tomávamos café da manhã e íamos para praia. Como eu gosto de explorar os lugares quando viajo, optei em fechar 3 dias de passeio, com uma empresa credenciada e os outros 2 dias, curtimos a praia pertinho do nosso hotel.

Fechar passeio é uma excelente opção de conhecer outras praias, centros históricos, tribos indígenas e comer excelentes comidas, vale a pena o investimento!

Na nossa segunda viagem, onde o nosso destino foi a linda cidade de Natal-RN, chegando no aeroporto fechei um transfer para o hotel, neste caso o aeroporto era bem mais longe e o valor do transfer ficou bem mais acessível do que um táxi. O hotel escolhido foi bem pensado, e ficava à 10 passos da praia de Ponta Negra, que é bem famosa e bem apropriada para banho. Da mesma maneira que quando fomos para Porto Seguro, fechei 3 dias de passeio, e assim vivenciamos experiências incríveis, conhecendo praias exuberantes, tribos indígenas, o maior cajueiro do mundo e pessoas maravilhosas.

PRAIA

Parceria…

Importante dizer que para o sucesso destas duas viagens incríveis, a parceria entre mãe e filha foram fundamentais. Desde a preparação da mala, até a chegada ao aeroporto precisam ser administradas de ponta a ponta, afinal estamos falando de um adulto e uma criança, sendo que a criança tem suas necessidades diferenciadas, como alimentação, banheiro, sono. É importante sim, saber lidar com o tempo para que a sua viagem e da sua criança seja perfeita. E a parceria entre vocês precisa ser sólida, a criança precisa saber obedecer e confiar nos comandos da mãe. E sobre ter uma filha parceira, eu tenho muito orgulho de dizer que tenho mais do que uma filha parceira, tenho uma filha companheira, amiga, que cuida de mim, se preocupa, se diverte, topa as minhas loucuras, e entende que tudo o que faço é para vê-la feliz.

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Então é isto, espero que daqui para frente vocês se encorajam em viajar com os seus pequenos e entendam que tudo é possível com responsabilidade, cuidado, respeito e planejamento.

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Chegada a Saint-Jean-Pied-de-Port – Peregrino de trem

Esta é a primeira página do nosso projeto colaborativo de revisão do projeto caminho a pé. Caminho no qual um peregrino percorre os 800km que separam a divisa da Espanha com a França até a cidade de Santiago de Compostela.

Iniciamos com a viagem de trem e carro para chegar ao marco inicial do caminho francês, o qual se inicia na cidade francesa de Saint-Jean-Pied-de-Port.

Não se esqueçam de sugerirem, criticarem e participarem da construção deste livro que representa cada peregrino em suas jornadas pessoais.

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Ponte em Saint-Jean-Pied-de-Port.

Nasci enfim,
sem consciência passada
ou futura.

Sento-me à mesa e tenho a frente uma grande xícara de café-com-leite e ela aquece minhas mãos desacostumadas ao frio, um bolinho de chocolate me acompanha. Na primeira mordida sinto que ele está tão bonito quanto gostoso, está macio e levemente úmido com um bom equilíbrio no chocolate. Delicio-me até o ultimo pedaço.

Tomando o café-com-leite me lembro do pedido que fiz antes de sentar e da confusão que ele causou na cabeça da atendente, pois para ela não fazia sentido eu pedir café-com-leite e em seguida dizer que queria mais leite que café; e acho que ela tem razão, mas eu sempre pedi assim.

Está quase na hora de partir, confiro mais uma vez o bilhete de trem e vejo que no painel de informações já tenho um numero de plataforma. Será minha primeira viagem de trem e estou ansioso e curioso, curioso com o trem e ansioso por não saber como chegarei ao meu ponto de partida para o Caminho, a cidade francesa de Saint-Jean-Pied-de-Port.

Já no trem observo os passageiros que passam por mim em busca de algum peregrino, mas apenas um dos que vi até agora me parece ser peregrino. Ele veste uma mochila não muito grande e tem atada a ela dois bastões de cor verde, ele também me observa e passa por mim, mas não conversamos. Não me preocupo, pois imagino que teremos tempo ao longo da viagem de trem.

Encontro meu lugar no trem e ele é bem bacana, janelas amplas, poltronas aveludadas em azul com braços que retraem. Sobre as poltronas uma prateleira de vidro onde posso acomodar a bagagem. Sento-me confortavelmente, reclino a cabeça no encosto olhando para cima e pelo vidro avisto minha mochila e ali pela primeira vez sinto que minha caminhada começou.


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Alimento deve ser respeitado, o natural é saudável

Passei parte significativa da minha infância na fazenda, lá morei até os 7 anos de idade, então mudei para uma capital, mas retornava a fazenda em quase todos os feriados e nas férias, sempre foi muito divertido. Meus tios tinham quase a minha idade e era sempre uma aventura acompanha-los nas tarefas do dia-a-dia. Minhas tarefas eram sempre mais brandas que as deles e duravam apenas algumas semanas, parte do período das férias, mas durante este período formei uma parte importante do que sou hoje. Na fazenda aprendi de onde vinha o alimento, de como se dá o cultivo de cada coisa e também, à pesar da pouca idade, de como é árduo para o pequeno agricultor o trabalho do acordar com o céu ainda escuro e a horas do amanhecer até o fim do dia ao sol se por.

Lá aprendi ainda a comer de tudo e a respeitar o alimento, em especial o que ajudei a ser produzido. Energia elétrica e geladeira não eram realidades naquela época nas fazendas. Desta forma o processo de guarda de carnes e de outros mantimentos faziam uso de técnicas que aguçam os sabores e dão nova vida aos alimentos.

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Alimento natural e de origem.

Quando minha avó matava porco – sim, minha avó matava o porco – não se podia comê-lo todo de uma única vez, logo a carne deste animal, que serviria de mantimento para toda a família por alguns meses, era divida em algumas partes.

A primeira parte era separada para consumo imediato. Feita no próprio dia. Nesta separação eram incluídos os miúdos: figado, rim, pele e outros 🙂 pele inclusive in natura, temperada apenas com sal e limão. O sabor é sensacional, mas o que mais me marca é a textura. Ela se mostra resistente a mordida, mas logo que sede se fragmenta em inúmeros micro pedaços que produzem sons ao serem mastigados. Em geral toda a carne desta separação é feita em fritura ou assada.

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Alimento natural e fresco.

A segunda parte ia para a salga. Pés, rabo, orelha… todos os itens que compõem uma boa feijoada. O sal desidrata a carne e é um conservante natural, permitindo assim a guarda e o consumo destes alimentos ao longo de meses.

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Um bom ingrediente, rende um bom produto.

Uma terceira parte da carne ia para guarda na própria gordura. Toda a carne selecionada para este processo é temperada com sal, alho, pimenta e outras especiarias e em seguida vão para fritura na banha do próprio porco. Existem porcos de raças especificas para este fim, estas raças tem a capacidade de produzir mais banha do que carne. Técnicas de castração e a alimentação também auxiliam no processo de engorda do animal.

Uma vez frita, a carne é armazenada em grandes latas de metal de 18 litros e em seguida é adicionado banha, já em estado liquido, suficiente para cobrir toda a carne. Da mesma forma, agora este alimento pode ser conservado por meses. E durante a armazenagem os sabores da carne se intensificam em um processo de amadurecimento como o que acontece com o vinho, o Whisky e a cachaça em seus barris.

Toda comida que necessita de gordura utiliza-se desta banha. O arroz, o feijão e outros alimentos fazem uso desta gordura cheia de sabor e aroma. Os sabores são muito distintos, uma nova experiencia é criada ao saborear um arroz feito no fogão a lenha com esta banha curtida nas latas de guarda.

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Raizes

Por ultimo, vem a parte que eu mais gosto, os embutidos e defumados 🙂 As carnes menos nobres são separadas e picadas em pequenos cubos ou algo que assemelhe. Uma parte de carne com bastante gordura é juntada a esse picadinho e tudo isso é temperado e colocado para descanso. Durante este descanso faz-se a preparação dos invólucros que receberão toda essa carne picada e temperada. Dos intestinos do porco são retiradas as tripas, que então são limpas em água corrente e depois em uma solução de sal e limão. Esse processo se repete por diversas vezes, durante este processo a tripa também é raspada e só finaliza quando fica translucida e completante inodora. Pronto podemos rechear a tripa com o picadinho de carne que estava descansando.

Uma vez recheada e com as pontas amarradas, a linguiça vai para um varal, que fica acima do fogão a lenha, que lentamente oferece a estas um calor brando, que faz com que a gordura se espalhe por toda a carne que a recheia. A fumaça trás o aroma e sabor defumado da lenha queimada ao alimento que poderá ser consumido diretamente ou em preparos diversos.

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Tradição

E por tudo isso, tenho muita dificuldade em ouvir alguém sugerir trocar todos esses sabores por feijoada de jaca, “carne” de proteína de soja, tripa de plastico e outros :p O façam se quiserem, mas vou torcer o nariz quando me oferecerem.

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Pão, vinho e embutido.
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Infinidade de sabores

imagens: pixabay e freeimages

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