Um vício chamado ciúmes

No mundo onde a liberdade tende a prevalecer, passamos por algumas incoerências nos relacionamentos afetivos, onde nos envolvemos, nos apaixonamos e nos tornamos obcecados em achar que àquela pessoa que está na nossa vida é nossa posse, um vício chamado ciúmes, que precisa ser reconhecido e controlado, para que o relacionamento possa ser saudável e continuar a existir.

De acordo com os psicólogos Ayala Pines e Elliot Aronson, ciúme é “a reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade. Provoca o temor da perda e envolve sempre três ou mais pessoas, a pessoa que sente ciúmes – sujeito ativo do ciúme -, a pessoa de quem se sente ciúmes – sujeito analítico do ciúme – e a terceira ou terceiras pessoas que são o motivo dos ciúmes – o que faz criar tumulto.

Segundo a psicóloga clínica Mariagrazia Marini, esse sentimento costuma ser manifestado como o movimento de um arco, na medida em que há uma tensão e posterior relaxamento com a “solução” da causa do ciúme porém o sentimento retornará e a tensão ocorrerá novamente. Apresenta caráter social, sendo também marcado pelo medo, real ou irreal, vergonha de se perder o amor da pessoa amada. O ciúme pode estar relacionado com a falta de confiança no outro e/ou em si próprio e, quando é exagerado, pode tornar-se patológico e transformar-se em uma obsessão.

A pessoa que sente ciúmes incontroláveis precisa saber dos passos do outra pessoa, gosta de vigiar e se sente no direito de dar opinião em todos os aspectos da vida dela e não aceita ser “trocada”. Um vício difícil de lidar, mas que com ajuda é possível atingir o auto controle.

Em muitos casos o ciúme persiste até mesmo depois de ambas as partes partirem para outro relacionamento, no qual se sentem felizes e resolvidos, mas que por algum motivo despertam emoções que quando revividas, levam o indivíduo a uma crise de ciúmes, onde o protagonista da crise se acha no direito de ofender, criticar, inferiorizar o outro. Normalmente momentos assim, tem uma durabilidade curta, mas ocorre com frequência, e precisa ser urgentemente controlado.

Algumas teorias consideram que os casos mais graves podem ser curados através da psicoterapia que passa por um reforço da auto-estima e da valorização da auto-imagem. Outros casos mais leves podem ser tratados através da ajuda do parceiro, estabelecendo-se um diálogo franco e aberto de encontro, com a reflexão sobre o que sentem um pelo outro e sobre tudo o que possa levar a uma melhoria da relação, para que esse aspecto não se torne limitador e perturbador.

 

A pessoa que sofre com o ciúmes deve não dar importância às crises e também não dar satisfação da sua vida. A frase “tudo passa” é verdadeira, mas é preciso ser bastante resiliente para seguir em frente.

Fonte imagens: https://pixabay.com/

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Karla Constantino

Mulher, mãe, bailarina, aventureira, amante por viagens, louca por novos desafios e apaixonada pela vida!

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