Erwin Wurm, Hanna, o concreto e a casa gorda.

O CCBB Brasília presentou seu público com uma até incrível no mês de abril. O dueto artístico da exposição “O Corpo é a Casa” do austríaco Erwin Wurm e a performance de Hanna Reitsch no monólogo “De Salto Alto, Céu e Concreto” sob direção de Juana Miranda conduzem o público a uma jornada empática, atual e lúdica a respeito das expectativas e padrões impostas pela sociedade a nós, em especial as mulheres.

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Obra O Corpo é a Casa” do austríaco Erwin Wurm.

Erwin Wurm , nos conduz a uma jornada visual, até divertida, onde zomba de si em fotografias com frutas e até atua no clipe de Can’t Stop, da tradicional banda Red Hot Chili Peppers. Wurm claramente questiona padrões e conceitos tomados como fatos ou verdades para a sociedade atual. Padrões de beleza e conceitos de arte são testados e questionamos em obras divertidas como a de uma casa rechonchuda (fora do padrão arquitetônico aceitável) e quem em seu dilema faz uma auto-analisa e infere que: sendo ela uma casa, porem fora do padrão estabelecido para casas, seria ela uma obra de arte? O que é arte?

Estas e outras questões fazem parte da exposição O Corpo é a casa, que fica a disposição do publico brasiliense até junho. A exposição tem ainda uma galeria interativa, onde os expectadores podem experimentar não se levarem tão a sério zombando de padrões.

Na performance de Hanna Reitsch no monólogo “De Salto Alto, Céu e Concreto”, a atriz se divide em duas interpretações. A de uma mulher que após abandonar sua vida e família por uma relação promissora e apaixonada, porém esta já se vê próximo do fim, e o felizes para semprenão será tão para sempre assim.  Do outro lado, uma amiga inusitada, A cidade, se vê decepcionada e conflituosa com seus moradores, empreiteiros e a ambição humana que vem desvirtuando seu projeto original.

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Divulgação de Hanna Reitsch no monólogo “De Salto Alto, Céu e Concreto”

O espetáculo nos coloca a questionar e enxergar as nuances, por vezes, ainda discretas e ocultas de uma relação abusiva. Onde a vítima não enxerga seu papel, apesar de o interpreta-lo e ainda trazer para si o ônus da infelicidade.

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Carta de Brasília no monólogo “De Salto Alto, Céu e Concreto”
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Junior de Castro

Viciado em pessoas, ainda em construção e sempre em busca de mais empatia. Cozinheiro, aprendiz de aquarela e com ideias para dividir :)

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