A arte de ser mãe

“Era uma vez… numa terra muito distante…uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico…
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre…
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:

– Eu, hein?… nem morta!” – Luis Fernando Verissimo

 

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Dança – fonte viva de fazer novas amizades

A dança é sim uma fonte viva de fazer novas amizades. “Quem dança os seus males espanta”, sem dúvida você já deve ter ouvido ou lido este ditado popular, e que de fato faz muito sentido. Sou uma amante pela arte da dança, e vou escrever sobre o que me faz ser esta amante tão fiel desta arte, que não tem distinção de cor, raça, credo, idade ou religião.

A dança é capaz de unir almas, de compartilhar ideias, de renovar as energias. “Ela” é sim uma grande aliada de nós mulheres, que entre tantos afazeres diários, temos à oportunidade de desfrutar de momentos únicos, só nosso, de estarmos ao lado de mulheres incríveis, que nos ensinam muito, e de criarmos laços para toda a vida, e isto não tem preço. Quando nos dispomos a dançar, a nossa alma se enche de alegria, porque ela tem certeza que irá encontrar outras almas sedentas por liberdade. E é neste momento que a nossa verdadeira dança flui, o nosso sorriso aparece e todos ao nosso redor se contagiam com a nossa alegria infindável.

Carinhosamente chamo as minhas parceiras de ensaios, de viagens, de aulas, de cursos, de happy hour, de momentos felizes, de “amigas que a dança uniu”, e tenho muito orgulho de tê-las ao meu lado durante toda a minha tragetória, porque com o tempo percebemos que são elas que passarão grande parte da nossa vida conosco, seja pessoalmente ou através das mídias sociais. E é fantástico quando conseguimos construir amizades verdadeiras, tendo uma paixão em comum, a dança.

 

E como em um relacionamento, as relações que são constuídas na dança, tem altos e baixos. Existem momentos de desentendimentos por algum passo que não concordamos, ou pela cor da roupa que não gostamos, momentos em que precisaremos abaixar a cabeça e simplesmente ouvir, dias em que nada sairá como o desejado, e algumas críticas virão, mas existirão muito mais momentos em que todas estarão comemorando uma excelente apresentação, dias em que nos emocionaremos por ver o nosso esforço dando resultado, noites em que sentaremos em um restaurante e tomaremos vários chopps com sorrisos sinceros no rosto, momentos em que apenas agradeceremos ao universo por ter nos conduzido a estar ao lado de mulheres guerreiras, fortes e encantadoras. Enfim, as amizades que construímos na dança podem ser sólidas como uma rocha, mas também podem ser sensíveis como uma flor, tudo dependerá da maneira que cuidaremos dela.

Dançar é um caminho de construir muitas amizades sinceras e para toda a vida. A dança tem o poder de transmitir positividade e de transformar as nossas vidas para sempre. Dance, faça novas amizades e seja feliz.

Fonte imagens: https://pixabay.com

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Muay thai também é para as mulheres!

Há quase três anos tive à oportunidade de conhecer e praticar à arte marcial tailandesa Muay thai. Sempre gostei de fazer aulas em grupo, onde pudesse unir o exercício à sociabilização, mas em especial as lutas sempre me encantaram. Então comecei a praticar o Muay thai, com dois objetivos em vista, perder peso e desestressar. Adianto que o que era apenas objetivos simples se transformou em uma paixão enlouquecedora. Vamos a história!

O começo

As primeiras aulas de Muay thai foram “esquisitas”, primeiro porque não conhecia ninguém, segundo porque não tinha material completo e terceiro porque só tinham homens no tatame. Mas com o tempo fui percebendo que dos três fatores citados apenas o segundo era relevante, isto porque já nas primeiras aulas podia contar a quantidade de hematomas pelo meu corpo, afinal eu não tinha o material completo para o treino. O primeiro fator foi solucionado já nas primeiras aulas, onde já conhecia todos e nos divertíamos muito nas aulas. O terceiro fator até me ajudou a enxergar a arte marcial como uma verdadeira escola para toda a vida, pois vivenciei dia a dia o respeito de todos por mim e ao mesmo tempo a seriedade pelo Muay thai que todos tinham, não importando para eles que eu era uma mulher e sim que eu era mais uma pessoa que estava ali com foco e paixão pela arte marcial. Cada aula era única, o professor nos passava os exercícios com muita clareza e em duplas íamos praticando. Entre jebs, diretos, cruzados e chutes ia me aperfeiçoando e limpando os meus golpes, persistindo mesmo quando não era muito assertiva nos meus movimentos, mas sempre confiante de conquistar os meus objetivos e seguir em frente.

Com o passar das aulas, fui aprendendo cada vez mais, me apaixonando, percebendo que a luta nos convida a conhecê-la, convidei algumas amigas para frequentar as aulas, fui me graduando e entendendo que tudo é possível quando se tem determinação e persistência.

Sobre o fato de ser mulher no tatame

A pergunta que me fazem até hoje é sobre: como é lutar com homens? Eles machucam as mulheres? Bem, eu sempre pensei que se estamos dispostos a fazer algo, temos que dar o primeiro passo e fazer, sem julgamentos ou receios. Eu sempre quis lutar, então comprei a minha luva e fui para à aula. O treino de Muay thai que sempre pratiquei nunca diferenciou mulheres de homens, sempre foi o mesmo treino, todos juntos e misturados, e isto sempre me motivou muito a continuar e a melhorar a minha performance. Nas minhas primeiras aulas, eu era a única mulher, mas sempre quis que “eles” treinassem comigo sem “dó”, apenas com respeito. E assim foi feito. Apanhei muito, levei soco na cara, muito chute nas costelas, coxa, panturrilha e cabeça. Apanhei até o momento em que aprendi a me defender e agradeço à eles por terem me tratado de igual para igual, somente assim construi toda uma paixão por esta arte e o mais importante o respeito incondicional por todos dentro do tatame, independentemente do sexo. O fato de ser mulher para mim nunca afetou a minha vontade de lutar.

Muitas mulheres tem medo de começar as aulas porque podem se machucar, e o que posso falar a respeito é que se você não quer se machucar, é melhor não começar a lutar, porque o Muay thai é uma luta de contato, e vai acontecer sim de um soco acertar o rosto ou um chute pegar de jeito na costela. É uma arte que exige muita disciplina, atenção e treino, mas se mesmo assim você quiser realmente praticar esta arte fenomenal, siga em frente e a dica valiosa é: equipe-se em todos os treinos e seja feliz!

Os benefícios

Vamos falar dos benefícios do Muay thai na vida de nós mulheres. A maioria das mulheres buscar a luta como uma forma de exercício físico, como foi o meu caso, mas os benefícios são muito maiores.

Quando lutamos liberamos alguns hormônios, dentre eles temos à endorfina e a catecolamina (adrenalina e noradrenalina), que nos relaxam e aceleram o nosso metabolismo. Além da liberação destes hormônios, praticar Muay thai:

– Desestressa;

– Aumenta à agilidade mental;

– Permite fazer novas amizades;

– Auxilia na perda de peso;

– Aumenta a circulação sanguínea;

– Melhora a coordenação motora;

– Dá mais força muscular;

– Encorajamento;

– Autoconfiança;

– Flexibilidade;

– Disciplina

Sem dúvida alguma é uma arte incrível que permite à nós mulheres nos tornarmos mais confiantes, fortes, corajosas, nos preparando ainda mais para erguer a cabeça sempre e seguir frente nas diversas circunstâncias da nossa vida.

Lutar não é só para homens, é para todos e para nós mulheres também. Porque luta é vida e a vida é para todos. Que o respeito seja o combustível para um mundo cada vez melhor.

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A dança como combustível para uma vida mais feliz

Muitas pessoas acreditam que para ser feliz é necessário estar ao lado de pessoas felizes. Estar ao lado de pessoas felizes, pode sim nos motivar, mas não pode ser o único combustível para a nossa felicidade plena.

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Dentre tantas maneiras de encontrar a felicidade, descobri há alguns anos, uma porta mágica para que possamos produzir o nosso combustível diário de felicidade. E esta porta mágica chama-se dança. A dança desperta inúmeros sentimentos e nos leva a vivenciar um mundo mágico, onde nos tornamos artistas potenciais da nossa liberdade, da nossa autenticidade e é claro da nossa felicidade.

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Conheço pessoas que curaram doenças através da dança, como a depressão, síndrome do pânico, ansiedade, tristeza e assim fizeram utilizando os benefícios milagrosos desta arte, que não tem idade.

Na dança você tem a oportunidade de encontrar pessoas que irão compartilhar momentos ímpares com você, que estarão dispostas a se entregar por algumas horas a um mundo encantador. Não importa a sua idade, nem o motivo que te levou a dançar, quando a música começar, você será levado a um mundo de muita luz, calor, paz, felicidade, emoções, onde poderá desfrutar do mais alto grau da sua felicidade plena.

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E é incrível, porque quando dançamos a nossa alma se move, o mais íntimo do nosso ser é despertado e várias sensações incríveis nos convidam a vivenciar um momento único em nossa vida.

A primeira vez que pisei em um palco tinha apenas 7 anos de idade, e foi umas das melhores sensações que já pude vivenciar na minha vida. Lembro-me de cada detalhe, como a voz do apresentador anunciando o meu espetáculo, a minha professora me desejando boa sorte, minhas colegas com olhinhos brilhando, e as cortinas se abrindo. Uau!! O auditório estava transbordando de gente, todos os olhares eram para mim, o meu coração batia muito acelerado, a minha barriga doía de emoção, aos poucos fui envolvida por uma força inspiradora e ao escutar a música que iria dançar, simplesmente, dancei! E foi incrível, porque enquanto dançava, o meu corpo voava sobre o palco, a minha felicidade era tanta, que passava toda a minha vibração positiva para todos que me assistiam e tudo fazia sentido, tudo era leve, puro, real. E por fim, depois que fui tomada por toda a emoção desta arte incrível, a música acabou, eu agradeci, e a cortina se fechou. A experiência de dançar foi fantástica e desde aquele dia nunca mais me permitir parar de viver cada oportunidade que a dança me oferece.

Dançar permite a você:

  • Fazer novos amigos
  • Curar problemas da alma
  • Controlar a ansiedade
  • Diminuir o estresse
  • Aumentar a autoestima
  • Se amar ainda mais
  • Queimar calorias
  • Melhorar a capacidade sanguínea
  • Melhorar a flexibilidade
  • Tonificar os músculos
  • Ter mais tesão no sexo
  • Se descobrir como mulher
  • Melhorar o equilíbrio emocional
  • Envelhecer com mais saúde e felicidade
  • Conhecer o seu corpo

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A dança é sim um dos combustíveis para que você atinja a felicidade plena em todos os aspectos da sua vida e somente você pode dosar o quanto deste combustível quer injetar na sua vida.

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Liberte as “mulheres” que existem dentro de você!

Ser mulher exige muito mais do que nascer com o sexo feminino, exige sobreviver ao mundo de preconceitos, machismos e oportunidades escassas. Nascemos e somos criadas com a idéia de que ser mulher é ser dona de casa, esposa, mãe, submissa, que não podemos ter a nossa liberdade e que a nossa vida está totalmente ligada a alguém que nos sustenta. É uma triste realidade, não que ser dona de casa, esposa, mãe seja ruim, mas a maneira como as pessoas colocam estas tarefas atribuídas a mulher, e somente a ela, é que torna todo o contexto um fardo.

Ser mulher é muito mais do que seguir o padrão que a sociedade deseja, é estar disposta a ser verdadeiramente o que te move. É poder ser dona de casa, esposa, mãe, profissional, dançarina, lutadora, avó, líder, cuidadora, amiga e o que mais você desejar.

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Lembro-me que ainda na minha adolescência, resolvi jogar basquete, e fui sim julgada, questionada, afinal basquete era um esporte masculino, e foi quando devolvi o questionamento para a sociedade: Por que uma mulher não pode jogar basquete? E logo no final do segundo grau, resolvi largar o sonho de ser Advogada para ser Analista de Sistemas, e mais uma vez fui julgada e questionada, e devolvi o questionamento: Porque só os homens podem trabalhar com informática? E desde então entendi que toda mulher pode fazer o que ela bem entender e continuar sendo mulher, porque a essência vem de dentro para fora e não o contrário. A sociedade pode te condenar sim e muitas vezes pelo simples fato de não conseguir ser forte e sensível o suficiente para fazer o que você faz com maestria, mas a decisão de continuar sendo as mulheres que te movem, é só sua.

Sabemos que toda ação gera uma reação e estar preparada para assumir todas as consequências de ser uma mulher versátil é fundamental para a sua liberdade. Consequências como, de ser assediada trabalhando em uma empresa de engenharia civil ou de não ser reconhecida como uma excelente árbitra em uma partida de futebol, apenas pelo fato de ser mulher. Resiliência, é essencial para que você continue a mover as mulheres que existem dentro de você, com muita dedicação e amor.

Sensibilidade, força, liberdade, determinação, independência, coragem são sim características de mulheres versáteis, que não se bastam sendo uma só, mas se realizam sendo várias mulheres. E sobre fazer atividades antes atribuídas apenas aos homens? Sinceramente, acho digno, da mesma maneira que acho digno um homem cuidar de uma casa e dos filhos, por exemplo.

A vida é sua e tornar-se uma mulher versátil só depende de você, na hora que você desejar. Liberte as mulheres que existem dentro de você e seja ainda mais feliz.

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