Ser mãe e profissional, é possível?

Confesso que há exatamente 6 anos eu não fazia ideia do que era viver uma vida de mãe. O que eu conhecia, muito superficialmente, era a vida da minha mãe, que por sinal sempre foi uma mãe incrível, presente, amorosa, dedicada, amiga…mas era algo distante de mim. Mesmo sem ter o conhecimento do que seria ser mãe na essência, sempre desejei gerar dentro do meu ventre uma vida e algo me dizia que o meu dia iria chegar, que muitas mudanças iriam acontecer e que muitas felicidades eu iria ter.

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Dia 14 de Julho de 2010, nascia a minha filha Luísa, o ser que eu tanto desejei ter. Antes de ser mãe não havia sentindo um amor tão grande, tão único, tão verdadeiro. Tudo era perfeito, o mundo podia parar ali, que eu estaria realizada e muito feliz, mas depois que a emoção de ter a minha filha nos braços acalmou, me veio um instante de desespero e várias perguntas tomaram conta do meu ser: Como vou voltar a trabalhar, tendo uma filha para cuidar? Aonde deixarei ela para trabalhar? E se ela adoecer? E com a minha filha nos braços me vi perdida, me sentido sem saída, afinal, o que seria da minha vida profissional? Como eu iria ser mãe e continuar a trabalhar como antes? Seria realmente possível ser mãe e profissional?

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A verdade é que tudo se ajusta, mas para isto é preciso ter atitude, buscar opções, pensar que é possível sim ser mãe e continuar tendo uma vida profissional de sucesso. Mas estar ciente de que a missão é grande e que exige mudanças. A vida se torna uma montanha russa, o desapego se torna uma ferramenta que precisa ser utilizada diariamente, a visita a creches se tornam frequentes, comidas práticas, vários relógios, porque o tempo mais do que nunca vale muito dinheiro, câmera em casa, cadeira de bebê “mil e uma utilidades” (bebê conforto, cadeira para carro, cadeira para alimentação, para trocar fraldas), mudas de roupas para você e para o bebê no carro, “porque agora os imprevistos fazem parte da rotina”, lista da agenda do celular com prioridade de pediatra, mãe, melhor amiga, chefe…enfim. Ufa, sem dúvida alguma é uma nova vida que se inicia e que pode muito bem ser administrada com êxito.

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Vai ter dias que você estará no seu trabalho, no meio de uma reunião super importante e o seu celular vai tocar, dizendo que o seu filho está com febre e você precisa buscá-lo. Vai ter dias que a babá não vai poder ficar com o seu filho e você vai ter que faltar trabalho. Vai ter dias que você vai olhar para o seu filho e pensar muito em arrumar um trabalho em possa levá-lo. Vai ter vários dias que o seu coração ficará apertado de deixá-lo para ir trabalhar. Mas acredite, nenhum destes motivos pode te levar a desistir de continuar sendo uma profissional de excelência e uma mãe incrível. A notícia boa é que todas estas fases passam, e os nossos filhos crescem e cada dia mais se tornam independentes, criam mais resistência e vão nos dando força para continuarmos. E quando os nossos filhos crescem um pouco mais e nos dizem: “obrigada mamãe por trabalhar tanto por mim”, não tem preço!

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As vezes, durante este processo, precisamos sair de um trabalho e buscar outro, sofremos preconceito nas entrevistas de trabalho, por sermos mães, mas o que é nosso está guardado, se buscarmos incansavelmente pelo o que nos motiva. E a colheita será farta e cheia de alegrias.

Não desistir no primeiro obstáculo vai te dar forças para não desistir nunca mais

Particularmente, eu me considero uma mãe-profissional excepcional, porque há 6 anos executo o papel da maternidade associada ao da profissional com muita dedicação e amor. Não é fácil, existem dificuldades, vontade de desistir da profissão, sensação de não ser a melhor mãe, mas focar no nosso filho, nos permite continuar sempre em busca dos nossos sonhos e nos motiva a oferecer a eles sempre o melhor. Uma certeza que sempre tive e que me mantém firme nesta vida de dois papéis importantíssimos, é que a minha filha vai crescer, se tornar uma mulher, uma profissional e ela terá muito orgulho da mãe dela, que com muito carinho não desistiu de lutar todos os dias para dar a ela uma vida sempre melhor, da maneira dela, do jeito dela.

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Você pode ser sim mãe e profissional, e tenha certeza que você estará fazendo para o seu filho sempre o seu melhor e ele terá muito orgulho de você!

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Viagem a duas – momentos inesquecíveis com ela!

Certamente viajar é uma das atividades mais deliciosas para mim. Quando viajamos, temos a oportunidade de conhecer novos lugares, novas pessoas, comidas típicas e temos a chance de ter experiências incríveis e tudo isto só depende de cada de nós.

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Mas quando se fala de fazer uma viagem a duas, muitas mães se questionam se realmente é possível, qual a melhor idade  da criança, o que levar, aonde ficar, quais atividades podem ser feitas, quais os cuidados tomar, entre tantas outras perguntas. E hoje gostaria de compartilhar com vocês, um pouco da minha experiência em viajar a duas, eu e minha amada filha.

A primeira viagem que fizemos a duas, foi em Julho de 2016 (minha filha estava com 5 anos), para Porto Seguro – BA e a segunda em Abril de 2017 (minha filha estava com 6 anos), para Natal – RN, confesso que pensei bastante para realizar a primeira viagem, pois tudo que é novo assusta um pouco, mas como sou uma amante da vida e de explorar novos lugares, tomei a decisão. A primeira parte do planejamento foi o tempo que eu e minha filha teríamos para viajar, e eu recomendo no máximo 7 dias, para uma viagem nacional, de maneira que dá para aproveitar muito e a criança não cansa, sem contar a parte financeira, que fica bem acessível. Depois de planejar o tempo que a viagem seria executada, foi a hora de pesquisar as passagens e hospedagem, que neste caso dependerá muito da sua intenção e disponibilidade de gasto. Eu, particularmente, não gosto de viajar para ficar em lugares caros, apesar de ter toda a infraestrutura, brinquedoteca, transportes, eu ainda prefiro me hospedar em um hotel/pousada, que tenha como regra: café da manhã, ótimo acesso para os pontos turísticos ou de meu interesse, chuveiro com água quente e boa cama. Depois de comprar as passagens e hospedagem, pronto foi a hora de arrumar a mala.

Sobre a mala, tudo depende qual é o destino escolhido, o nosso destino para as duas viagens que fizemos foi para praia, logo, levei apenas uma mala para mim e minha filha, desta maneira, além de ficar mais prático, foi uma maneira de ensinar para minha filha a levar pouca roupa e ser bem prática. Depois da mala feita, partiu viajar.

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Antes de contar de fato sobre como foram as viagens a duas, queria listar alguns cuidados que tive e acho pertinente citar:

  • escolher o lugar conforme o período do ano (verificar se choverá ou fará sol);
  • definição do período da viagem;
  • comprar as passagens e reservar a hospedagem;
  • levar remédios básicos (para dor de cabeça e febre);
  • levar documentos da criança (certidão e carteirinha plano de saúde, por exemplo);
  • levar uma mala prática (que caiba roupa da mãe e da criança);
  • verificar o melhor meio de transporte para deslocar do aeroporto para o hotel;
  • sacar dinheiro antes de viajar (evitar ficar perguntando sobre caixas eletrônicos);
  • fechar os passeios apenas quando chegar no cidade escolhida (assim fica mais fácil negociar preço e verificar a empresa).

A viagem…

Quando fizemos a nossa viagem para Porto Seguro – BA, chegando no aeroporto, pegamos um táxi e fomos até o hotel, uma vez que já havia pesquisado a melhor opção de transporte. O hotel escolhido, ficava à 100 metros da praia, então todos os dias acordávamos, tomávamos café da manhã e íamos para praia. Como eu gosto de explorar os lugares quando viajo, optei em fechar 3 dias de passeio, com uma empresa credenciada e os outros 2 dias, curtimos a praia pertinho do nosso hotel.

Fechar passeio é uma excelente opção de conhecer outras praias, centros históricos, tribos indígenas e comer excelentes comidas, vale a pena o investimento!

Na nossa segunda viagem, onde o nosso destino foi a linda cidade de Natal-RN, chegando no aeroporto fechei um transfer para o hotel, neste caso o aeroporto era bem mais longe e o valor do transfer ficou bem mais acessível do que um táxi. O hotel escolhido foi bem pensado, e ficava à 10 passos da praia de Ponta Negra, que é bem famosa e bem apropriada para banho. Da mesma maneira que quando fomos para Porto Seguro, fechei 3 dias de passeio, e assim vivenciamos experiências incríveis, conhecendo praias exuberantes, tribos indígenas, o maior cajueiro do mundo e pessoas maravilhosas.

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Parceria…

Importante dizer que para o sucesso destas duas viagens incríveis, a parceria entre mãe e filha foram fundamentais. Desde a preparação da mala, até a chegada ao aeroporto precisam ser administradas de ponta a ponta, afinal estamos falando de um adulto e uma criança, sendo que a criança tem suas necessidades diferenciadas, como alimentação, banheiro, sono. É importante sim, saber lidar com o tempo para que a sua viagem e da sua criança seja perfeita. E a parceria entre vocês precisa ser sólida, a criança precisa saber obedecer e confiar nos comandos da mãe. E sobre ter uma filha parceira, eu tenho muito orgulho de dizer que tenho mais do que uma filha parceira, tenho uma filha companheira, amiga, que cuida de mim, se preocupa, se diverte, topa as minhas loucuras, e entende que tudo o que faço é para vê-la feliz.

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Então é isto, espero que daqui para frente vocês se encorajam em viajar com os seus pequenos e entendam que tudo é possível com responsabilidade, cuidado, respeito e planejamento.

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