Praticar empatia em tempos de eleição é possível?

Praticar empatia com o colega legal e que está alinhado com sua ideologia e suas crenças é razoavelmente fácil. Em princípio ele veio de uma mesma base que a sua ou trilhou caminhos semelhantes, desta forma não é difícil olhar o mundo e as atitudes dele sob uma bagagem palpável e acessível a você. Mas como praticar empatia com o candidato “ignorante e homofônico” ou com o  que “tem todas as respostas, mas nunca solucionou nenhum problema” ou ainda com o que “se diz vice, mas será o real candidato”?

A verdade é que o conceito da palavra empatia já é difundida entre qualquer cristão a milênios, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Quando se ama, se entende o outro. Entende suas limitações, suas qualidades e principalmente se respeita seu processo de evolução. Assim tenta-se extrair de cada atitude sua a real intenção, observando suas limitações de comunicação e ainda evolutiva ou intelectual.

Apegar-se a frase soltas, dispostas por veículos com vieses observáveis e não buscar fontes originais de informações é um grande convite a distanciar-se da empatia. Praticando apenas a intolerância ao repetir discursos vazios disseminados por quem tem interesses particulares.

 

 

Praticar empatia e amar o próximo exige esforço e dedicação, esforço e dedicação ao qual talvez não estejamos prontos para despender. Mas algo que exige pouco esforço e já interrompe uma sequência de perpetuação da intolerância é o silêncio. Sendo assim, um bom exercício pode ser o de se pronunciar quando, e somente quando, se tem domínio da informação a ser repassada e se calar quando não pudermos realmente apontar fatos ou formos apenas repetir discursos pelos quais somos bombardeados.

Números e palavras transmitem verdades, mas podem ser torturados e distorcidos para que se exiba apenas uma ótica tendenciosa.

Segundo o Atlas da Violência 2018, em 2016, 62.517 pessoas foram assassinadas no Brasil. Este é o dado oficial. Como apresenta-lo ao público dependerá do direcionamento que o meio de comunicação quer lhe oferecer. Este dado poderia ser utilizado por quem tem interesse em tendência a flexibilização do estatuto do desarmamento, apontando que tais homicídios foram em sua grande maioria cometido por armas de fogo que estão nas mãos de criminosos e que apesar da lei em vigor, os criminosos não param de se armar e a população desarmada não pode se defender. Já o outro grupo, alinhado ao estatuto do desarmamento, poderia utilizar estes números para apontar o alto grau de violência que as armas produzem e apontar uma ineficiência do Estado em combater a chegada das armas as mãos de criminosos.

Diante das duas exposições, antagônicas, cabe-nos munirmos (sem trocadilhos) de mais informações a fim de assim podermos formar uma opinião sobre o ocorrido. É hora de assumir nossas responsabilidades e começarmos a questionar e interpretar e não só aceitar o que ouvimos como verdade sem viés. Cobrar eficiência da polícia é uma solução viável a curto prazo? Armar a população seria uma solução viável a curto prazo? EUA é hoje o país mais armado do mundo e seu índice de homicídio por arma de fogo é menor que o nosso. O Japão é o país com maior grau de restrição a arma de fogo e sua taxa de homicídio está entre as menores do mundo.

Torna-se fácil perceber que não se deve formar opinião apenas com um número ou um estudo, é preciso se aprofundar para formar uma opinião e poder pronunciar. Na dúvida, pratique o silêncio. Empatia, tolerância e dedicação, se queremos um mundo melhor, devemos nos esforçar para tal.

Pratique a empatia, o amor ao próximo, dedique algum tempo a entender quem são os candidatos a dirigir nosso País.

Segue abaixo links para as propostas de governo de cada um deles. Faça uma leitura, mesmo que dinâmica. E não se apegue a beleza ou polidez de cada proposta e sim em seu conteúdo palpável e plausível.

 

Informações das candidaturas:

http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/municipios/2018/2022802018/BR/candidatos

Projetos de governo:

Alvaro Dias

Cabo Daciolo

Ciro Gomes

Eymael

Geraldo Alkmin

Guilherme Boulos

Henrique Merelles

Jair Bolsonaro

João Amoêdo

João Goulart Filho

Lula

Marina Silva

Vera

 

Siga-nos 🙂

Junior de Castro

Viciado em pessoas, ainda em construção e sempre em busca de mais empatia. Cozinheiro, aprendiz de aquarela e com ideias para dividir :)

4 comentários em “Praticar empatia em tempos de eleição é possível?

  • 20 de agosto de 2018 em 17:40
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    Infelizmente nos dias atuais não se tem espaço para uma discussão de ideias de forma polida e racional. O fanatismo está de tal forma que se alguém pensa diferente do outro este alguém está desqualificado. Vivemos tempo de censura, onde dar uma opinião divergente do grupo presente é algo danoso. A liberdade de expressão nos foi tirada, por mais engraçado que seja, pelas redes sociais. O que foi criado para unir o mundo globalizado, está sendo o que criou um novo apartheid social. Onde quem pensa diferente, é meu inimigo.
    Sonho em um dia poder ver discussões de ideias divergentes sem terminar em uma guerra cibernética.
    Em tempos de eleições sempre é bom lembrar que nenhuma perpetuação de regime ou ideológia política nunca foi salutar em nenhum dos países que aconteceu. A alternância de poder e de ideias é o motor principal para o desenvolvimento e crescimento de um país.
    Infelizmente nesta briga ideológica quem perde é o Brasil.

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  • 20 de agosto de 2018 em 18:11
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    adorei essa postagem pois fortalece a ideia de que temos que nos munir de informações antes de qualquer imformação, parabens!!!!

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  • 20 de agosto de 2018 em 19:07
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    Amei essa sua mensagem,isso ai devemos nos informar sempre para podermos,saber qual é o que tem proposta que é igual ou parecido com aquilo que pensamos,ou é o melhor para o nosso Brasil ou nossa cidade. Mais respeitando sempre aquele que não pensa como eu. Parabéns

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  • 21 de agosto de 2018 em 12:08
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    Ótimo artigo para a consciência sobre o exercício de nosso direito ao voto!

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