NÃO trate o outro como você gostaria de ser tratado.

A tradicional frase, trate-o como você gostaria de ser tratado, foi cunhada em nossa essência desde a infância. E tendemos a praticá-la e a reproduzi-la aos próximos a nós. Mas está é realmente uma boa pratica?

Imaginemos uma pessoa muito pratica e objetiva. Que gosta de ação e resultados nos mais amplos aspectos de sua vida. Que profissionalmente entrega muito resultado. Em família resolve os problemas que surgem de maneira dinâmica e ágil. Os amigos o vêm assim também e ele é sempre chamado quando se precisa de alguém que execute sem rodeios.

Esse nosso amigo imaginário, pratico e objetivo. Se encontra em se local de trabalho, um comércio varejistas. A certa hora do dia entra um cliente, o qual ele deve atender.

Nosso cliente imaginário é um pouco diferente do nosso primeiro personagem. Praticidade não costuma ser uma característica que seria apontada a ele, pelo contrário. Indeciso e extremamente detalhista ele é prolixo e adora saber dos detalhes mais inúteis de cada coisa. Responder algo com palavras simples e objetivas como “sim” ou “não” é um ato impossível.

E como a vida é uma caixinha de surpresas e continuando a exercitar nossa imaginação, vislumbre como seria esse encontro/atendimento. Nosso primeiro personagem pratico e objetivo querendo logo fechar a venda para atender o próximo cliente e o nosso cliente em duvida entre azul petróleo ou o preto, pois ele leu há um tempo que as cores podem influenciar no humor dos que o cercam ao longo do dia. E com toda sua paciência e prolixidade ele explica o estudo ao vendedor.

Observando a distância não é difícil perceber que os dois têm praticado com afinco a condição de tratar o outro como gostariam de serem tratados. E é mais fácil ainda perceber que ambos sairão insatisfeitos deste encontro.

Talvez seja o momento de rever esta atitude, caso você a tenha. Veja um dos nossos posts sobre empatia, essa palavrinha pode mudar sua forma de agir no mundo.

“…A empatia talvez possa ser praticada pelos animais, mas é sabido que é praticada pelo ser humano. E esta é como a construção muscular deve ser exercitada periodicamente.

A empatia é a capacidade humana de se transportar para uma situação alheia a sua realidade e viver aquela experiência com o olhar de quem realmente a vive…”

 

fonte:  Rob Hammer

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Autor: Junior de Castro

Viciado em pessoas, ainda em construção e sempre em busca de mais empatia. Cozinheiro, aprendiz de aquarela e com ideias para dividir :)

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