Vitimização, um excesso de “coitadisse”!

Estamos na era em que tudo é levado para o lado pessoal, e dizer o que pensa se tornou um risco que amedronta a maioria das pessoas, afinal, tudo o que é dito é motivo de ofensa a outrém, mas isso tem outro nome, vitimização, um excesso de “coitadisse” que tira qualquer ser humano equilibrado do sério.

 

Vitimização, segundo o dicionário é o ato ou efeito de se transformar em vítima. Auto-vitimização acontece quando uma pessoa ou instituição se coloca no papel de vítima ou pessoa perseguida para anular críticas, opiniões ou objeções contra as quais não consegue contra-argumentar.

Vitimizarse se tornou algo tão pejorativo que se uma pessoa se faz de vítima o tempo todo, acaba sendo vista como uma coitadinha e deixada de lado pela sociedade, que na sua maioria está saturada de ver tantas pessoas utilizando deste artifício para se livrarem de algo que não conseguem lidar, por não saberem expor uma opinião ou por não saberem como contra argumentar uma crítica, por exemplo. São pessoas que não conseguem enfrentar problemas, desafios, estão sempre criando desculpas para continuarem na mesmice e buscando culpados para justificar sua falta de atitude e o seu fracasso.

 

As frases mais comuns de pessoas que se vitimizam são:

– “As coisas nunca funcionam comigo”

– “Sou azarado”

– “A vida é injusta comigo”

– “Ninguém me entende”

– “As pessoas são más comigo”

– “A culpa não é minha”

– “Eu queria ser assim”

É um problema que pode ser desenvolvido ainda quando somos crianças, onde para termos a atenção dos nossos pais choramos, damos birra, gritamos, batemos porta, e conseguimos a atenção desejada. Aí quando nos tornamos adultos, acreditamos que para conseguir o que queremos é preciso fazer a mesma coisa de quando éramos crianças, sendo vítimas de tudo, só que nos deparamos com um cenário bem diferente, pois aprendemos que não irá funcionar e que teremos que parar com esse hábito infantil e amadurecermos.

 

Esse tipo de comportamento pode ocorrer em diversos contextos na vida, na maior parte dos casos, a suposta “vítima” confunde ideias com sentimentos, ideologias com pessoas, é uma espécie de desonestidade intelectual. Tudo é motivo para que ela sofra e se sinta atingida, se sente perseguida constantemente por suas próprias ilusões e pelas pessoas que lhe contrariam.

A vitimização precisa ser diagnosticada e aceita pela própria pessoa que se faz de vítima, para que ela mesma possa procurar ajuda e ir se livrando destas amarras, que sem dúvida a fazem se sentir péssima e excluída da sociedade. 

Fonte imagens: https://pixabay.com

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Karla Constantino

Mulher, mãe, bailarina, aventureira, amante por viagens, louca por novos desafios e apaixonada pela vida!

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