Desculpe, não quero ser uma princesa!

Desde crianças, somos tratadas como verdadeiras princesas. Vestidos rodados cor de rosa, penteados impecáveis, roupas caríssimas, babados, perfumes, glamour, festas chiquérrimas, bolos que nunca experimentamos, mas, desculpe, não quero ser uma princesa.

Não que ser tratada como uma princesa seja algo ruim, mas se esse tratamento fosse verdadeiro talvez nos agradaria. A questão é que a superficialidade do estereótipo social perante as mulheres se tornou tão banal, que elogios antes tão desejados e esperados se tornaram repulsas e motivos para não queremos mais tal codinome. Não nos importa o rótulo que nos dão, queremos ser chamadas por nossos nomes, ser admiradas pelas mulheres que somos, reconhecidas pela identidade que construímos ao longo da nossa vida.

Queremos receber flores sem ter data marcada, queremos sair de vestido longo sem precisar ter uma festa da alta sociedade. Se ser princesa é ter um príncipe que venha à cavalo e jure amor eterno, muito obrigada, mas preferimos continuar sendo quem somos, mulheres rebeldes, mães imperfeitas, adolescentes bipolares, filhas que questionam o porque da existência humana.

O universo ainda vai entender que as princesas que tanto são almejadas não existem de verdade, são mulheres fortes, sensíveis, que tem o poder em suas mãos de decidirem o que serão, como se vestirão e com quem andarão. Não queremos ser marionetes de uma sociedade imperfeita, não queremos ser o que outras pessoas desejam que sejamos, porque podemos ser princesas quando o nosso coração pedir e bruxas quando a nossa alma desejar, mas a nossa essência não mudará, somos quem podemos ser e somos quem queremos ser.

Então por favor, um pedido que fazemos, pare de nos chamar de princesas. Comece a nos admirar como parte de um sistema que pensa e use da mais pura sinceridade para se referir a nós, aí sim ficaremos felizes, pois a hipocrisia será deixada de lado e a sinceridade do amor extraordinário será colocado em prova.

Fonte imagens: https://pixabay.com

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Autor: Karla Constantino

Mulher, mãe, bailarina, aventureira, amante por viagens, louca por novos desafios e apaixonada pela vida!

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