Annita, beleza e celulite.

Em cada século padrões de beleza, comportamento e ética são criados, consolidados e aceitos. Com o passar do tempo esses padrões vêm se atualizando cada vez mais velozmente. Seguindo o ritmo de nossa sociedade. Esta consolidação passou de séculos para gerações, depois para décadas e hoje podemos ver até padrões nascendo, se consolidando e morrendo anualmente.

Os padrões atuais ainda cultuam mulheres impossíveis, de cinturas finíssimas, em comparação ao quadril. Quadril este, que deve ser avantajado, com bumbum redondo, quase na nuca e tão duro como um bíceps malhado. Os seios devem ser fartos e desrespeitar a gravidade. Os lábios precisam ser carnudos, as coxas grossas e musculosas. Ah, e não podemos esquecer dos cabelos, que devem ser lisos, brilhantes e com penteados de salão diariamente.

parabéns Anitta por se amar.

Para construir essa mulher impossível, abre-se mão de tempo, auto-amor e saúde. E a métrica usada para o sucesso é a quantidade de likes e comentários em cada post em uma das inúmeras redes sociais.

A busca incansável pela beleza, que é mutável a cada século, geração, ano ou circulo social, precisa ser observada sempre. Pois tem se tornado um cancerá e destruído principalmente as mulheres.

Afinal, o que é beleza?

“Apesar de não haver consenso sobre o que significa ser bela, por se tratar de um conceito subjetivo, o qual varia a cada cultura, já que a estética corporal é um elemento cultural que muda com cada representação de mundo (Queiroz & Otta, 2000)” – Corpos em revista: a construção de padrões de beleza na Vogue Brasil

E uma forma de ampliar nosso conceito de beleza é passar a consumir conteúdos os quais valorizem belezas naturais e respeitem o biótipo e as limitações sociais, culturais e humanas de cada um.

Pois como dito, na monografia de conclusão do curso de psicologia, O CORPO PERFEITO E SEU PROCESSO DE  CONSTRUÇÃO PSICO-SÓCIO-CULTURAL

“Na maioria das vezes, é mais fácil aceitar o que é imposto de fora, como aceitar os valores do outro do que enfrentar os fantasmas que circundam a singularidade de cada um. Desta forma alguns valores são compartilhados coletivamente sem respeitar a singularidade do sujeito, como por exemplo, a busca por um corpo tido como perfeito e idealizado pela sociedade.

Freud (1914) esclarece que o narcisismo do indivíduo surge deslocado em direção a um ego ideal. Considera que o sujeito na fase infantil, fixa um ideal em si mesmo e permanece em contato com seu ego real, mas com o tempo, com seu desenvolvimento, o sujeito começa a reconhecer idéias culturais e éticas como um padrão a ser seguido por si próprio, com base nas exigências impostas pelo meio externo.”

Deixamos abaixo alguns perfis, de pessoas humanas e naturais, que buscam uma beleza que respeita seus próprios corpos e o que elas são de verdade. Este é um convite a apreciarmos e a aceitarmos o natural de cada corpo.

https://www.instagram.com/nonairbrushedme

https://www.instagram.com/karinairby

https://www.instagram.com/japanesee

https://www.instagram.com/bebody_positive

 

 

 

 

 

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Por que a beleza importa?

O conservador Roger Scruton, tem um belo documentário contando por que a beleza importa. A nossa cultura vem a tempos desconstruindo, objetificando e punindo-o-a. Estética e beleza se tornaram grandes vilões opressores, quando na verdade o que mudou foi a forma como olhamos para o que é belo e admirável.
Se você perguntar para qualquer criança, se sua mãe ou pai são belos, por certo eles lhe dirão que são os mais bonitos do mundo, e podem até choramingar se você descordar. O olhar inocente e puro da criança ainda não foi contaminado com padrões e estereótipos criados por nós.
Roger Scruton define este movimento como: “Em qualquer tempo, entre 1750 e 1930, se se pedisse a qualquer pessoa educada para descrever o objetivo da poesia, da arte e da música, eles teriam respondido: a beleza. E se você perguntasse o motivo disto, aprenderia que a beleza é um valor tão importante quanto a verdade e a bondade.

Então, no século XX, a beleza deixou de ser importante. A arte, gradativamente, se focou em perturbar e quebrar tabus morais. Não era beleza, mas originalidade, atingida por quaisquer meios e a qualquer custo moral, que ganhava os prêmios.
Não somente a arte fez um culto à feiúra, como a arquitetura se tornou desalmada e estéril. E não foi somente o nosso entorno físico que se tornou feio: nossa linguagem, música e maneiras, estão ficando cada vez mais rudes, auto centradas e ofensivas, como se a beleza e o bom gosto não tivessem lugar em nossas vidas.
Uma palavra é escrita em letras garrafais em todas estas coisas feias, e a palavra é: EGOÍSMO. “Meus lucros”, “meus desejos”, “meus prazeres”. E a arte não tem o que dizer em resposta, apenas: “sim, faça isso”!
Penso que estamos perdendo a beleza e existe o perigo de que, com isso, percamos o sentido da vida.”

Na cozinha a beleza sempre caminhou de mãos dadas com o sabor. A beleza do prato nos encanta e nos faz presentes, valorizando como se deve, a degustação.
Trazemos hoje alguns exemplos, palpáveis, de montagem de pratos para o domingo em família.
Divirtam-se 🙂

 

Our perfect steak to egg ratio. 🍳😋 #jerkychef 📸: @halfbakedharvest

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Now this is what we call finger food. 😋 #jerkychef 📸: @zimmysnook

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Our tribute to the tastiest morning duo of all time. 🍳🥓 #jerkychef

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Gorgeous #glutenfree spring flatbreads for a light supper tonight! Head to my website for the recipe

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fonte: jamie oliver e instagram
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