Café coado do bom :)

Criou-se um mito em torno do café. Café só é bom se for espresso ou com algum outro utensílio que não seja um bule e um coador de pano. Os utensílios tem impacto no produto final, mas o que realmente faz um produto final de qualidade são bons ingredientes e processos que respeitem este.

O pó de café torrado e moído, encontrado comumente em qualquer mercado, em geral não é de muita qualidade. E um dos evidenciadores disto é a torrefação escura do café. Após ser colhido e durante o processo de beneficiamento o café é torrado. As torras padrões são: clara, média e escura.

A torra clara, tende a acentua acidez e aroma com suavidade do sabor. Ela suaviza o amargor e enaltece o aroma do café.

A torra média seria a ideal para coadores de pano, pois busca um equilíbrio entre as características do café: acidez, aroma e amargor.

A torra escura deixa o café menos ácido, porém mais amargo. Ela faz com que o café pareça “mais forte”. Ela é capaz também camuflar impurezas no café.

Desta forma a maneira mais prática de se ter um ingrediente de boa qualidade é adquirindo o café em grãos, torrado ou não, preferencialmente em torra clara e depois fazer a moagem. Existem vários moedores disponíveis hoje no mercado a custo bastante acessíveis, na faixa de R$ 100,00. Padarias e cafeterias também fazem este tipo de trabalho a um custo acessível. Quando for tomar seu próximo cafezinho pergunte no balcão por tal serviço.

Bem, mas agora que temos um bom café, torrado e moído, vamos as dicas de como armazena-lo e como “passar” um bom cafezinho:

#Café coado do bom

  • É importante que o pó de café seja distribuído de forma uniforme no coador;
  • A água deve ser filtrada, se possível mineral, a fim de não  ter cloro.
  • A água não deve estar estar fervendo ao ser despejada no café, pois pode queimá-lo e ter um efeito semelhante a torra escura. Após a água levantar fervura, desligue o fogo e aguarde 1 minuto;
  • Vá colocando a aguá sobre o café, já no coador das bordas para o centro, regue todas as bordas e em seguida o centro. Não use colher para torcer o coador ou mexer o café.
  • 5 a 6 gramas de pó, equivalente a uma colher de sopa cheia, são o suficiente para 100 ml de água.
  • A fim de não pegar odor e outras impurezas, o coador pode ser guardado em uma vasilha d’água na geladeira, assim como o pó de café, mas não coloque o pó de café dentro d’água ¬¬

Dica para galera de Brasília: A Belini Café Expirience, torra e moi café 😀

Ciência ou magia? 🔥 . #roast

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ps: Essa cafeteria fica do outro lado da rua da Belini tradicional.

imagens:blodocafé e pixaby

 

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Café em cápsula adicionam novos itens a cesta básica

Nos últimos anos, com o surgimento e a consolidação das maquinas de café/bebidas em cápsulas, foi adicionado a cesta básica das famílias um novo item. O tradicional café em pó, torrado e moído, foi substituído ou complementado por caixas da bebida em cápsulas e prontas para uso em suas respectivas maquinas. O segmento brasileiro hoje é dominado por dois grandes players Nespresso e Dolce-Gusto.

Dado a praticidade de fazer porções únicas de café, com um variedade significativa de sabores, aromas e intensidades as empresas conquistaram o paladar brasileiro. O crescimento deste mercado foi apoiada também pela nova configuração das famílias, com um número menor de membros, é possível investir em produtos de maior valor agregado e personalizados ao paladar e ao gosto de cada um.

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No que tange o atender ao paladar as duas máquinas divergem. A Nespresso se especializou em cafés e somente cafés. Trazendo ao público em lojas exclusivas um atendimento diferenciado e uma maior variedade de sabores, intensidades, aromas. Com edições fixas e limitadas a marca oferece bebidas das mais diversas partes do mundo.

A Dolce-gusto veio ao mercado com uma estratégia diferente da concorrente. Com maquinas e cápsulas comercializadas na rede varejista de Supermercados e Hipermercados conseguiu uma penetração maior no segmento. E a fim de atender ao paladar de toda família, além do café, ela oferece ao publico bebidas achocolatadas, capuccinos, chás e outros produtos desenvolvidos para plataforma e produtos de renome da marca mãe, a Nestle.

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As maquinas de café em cápsulas tem um comportamento de mercado semelhante ao das impressoras, o verdadeiro custo do produto não esta na aquisição das maquinas, mas sim na aquisição das cápsulas. Em 2015, segundo a ABIC, a média de consumo de café por habitante no Brasil foi de 81 litros. Equivalente a um consumo médio aproximado de 4 xícaras por habitante todos os dias. 4 doses desta bebida sairia a um custo entre R$ 6,00 e R$ 10,00 por dia.

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Desta forma vale conhecer outras formas de se ter um café prático, de qualidade e ainda com um custo inferior aos das cápsulas. Falaremos mais em um próximo post.

Não se pode ter um bom produto final, sem uma bons ingredientes.

Enjoy your coffee.

imagens: pixabay e freeimages

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