Caloria ruim…

O professor Carlos Augusto Monteiro , da Universidade de São Paulo – USP, apresentou recentemente o artigo “Consumo de alimentos ultraprocessados, perfil nutricional da dieta e obesidade em sete países” no 21º Congresso Internacional de Nutrição, em Buenos Aires, na Argentina. Um dos dados que mais chama atenção no estudo é o de que 21% de toda caloria ingerida, diariamente, pelo brasileiro advém de produtos  industrializados. Já falamos aqui sobre os riscos que a praticidade dos alimentos Processados e Ultra processados trazem a nossa saúde e principalmente dos nossos pequenos.

Comida saudável não tem gosto ruim

“Alimentos in natura vêm diretamente das plantas ou animais, nessa categoria entram as folhas, frutos, ovos, leites e outros. Estes alimentos não sofrem nenhuma alteração após serem “coletados”. Os minimamente processados são os in natura que passaram por alterações mínimas. Entrariam nesta categoria os grãos secos, como o arroz; ou as farinhas de mandioca ou de milho; as raízes ou tubérculos lavados; cortes de carne resfriados ou congelados e também o leite fervido.

Os processados, aqui começa o perigo, são produtos fabricados essencialmente com um alimento in natura o qual recebe sal ou açúcar. Como legumes em conserva, frutas em calda, queijos e pães. O grande vilão destes alimentos é a quantidade de sal e açúcar utilizado.

 Os ultraprocessados, fuja destes, correspondem a produtos cuja fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e vários ingredientes, muitos deles de uso exclusivamente industrial. Exemplos incluem refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote e macarrão instantâneo.”

 Mas, mesmo com o alto grau de consumo de alimentos industrializados ainda estamos bem, se comparados a outros países como Estados Unidos e Reino Unido, onde as pesquisas do professor Carlos Augusto Monteiro, apontam para um consumo diário de até 60% das calorias em alimentos industrializados.

O estudo do professor, reforça a mudança cultural danosa pela qual temos passado. Com a substituição de produtos naturais, in natura ou manipulados em casa, por produtos industrializados que saem diretamente da lata, da geladeira ou do micro-ondas para a mesa da família.

O rito e a mística da cozinha deve ser incentivado entre as gerações e pode fazer parte do dia a dia das famílias. Partilhar a confecção do alimento é uma forma de resgatar o convívio diário da família, além de uma forma iniciática e filosófica de transferência de conhecimento através da metodologia mestre discípulo. Nela, filhos aprendem com seus pais e mães, que por sua vez aprenderam com seus genitores e desta forma este conhecimento milenar é transferido.

Na próxima refeição, observe seu prato e veja o quanto de processado e ultraprocessado existe nele.

 

Siga-nos 🙂

Comida saudável não tem gosto ruim

Por algum motivo associamos comida saudável a comida com gosto ruim, algo próximo da comida de hospital. Mas comida saudável pode e deve ser gostosa.

Bem, antes de começar vamos deixar claro que não sou profissional de saúde ou algo parecido. Falarei aqui com base no que esta demonstrado nos meus exames de sangue e no que a minha cardiologista diz. Eu faço check-up regularmente a 10 anos. Todos os anos minha cardiologista me manda aos laboratórios e clinicas para que eles extraiam baldes do meu sangue para fazer exames de todo tipo. As vezes, após entregar a ela os resultados dos exames, levo broncas e outras vezes me saio bem, esse ano foi dos que me sai bem.

Tive uma infância na qual acompanhei a produção alimentícia. Graças aos meus avós paternos e aos meus pais eu pude viver em uma fazenda e lá aprendi de onde vinha cada alimento e também a respeita-lo, reconhecendo os sabores intensos e puros de um produto vindo direto da horta, da lavoura, do curral, do galinheiro, do chiqueiro e das represas. Infelizmente estamos cada dia mais distantes da produção do alimento e cada vez mais consumimos produtos processados e ou ultraprocessados.

Os alimentos são hoje divididos em algumas categorias, os in natura/minimamente processados, os processados e os ultraprocessados.

Alimentos in natura vêm diretamente das plantas ou animais, nessa categoria entram as folhas, frutos, ovos, leites e outros. Estes alimentos não sofrem nenhuma alteração após serem “coletados”. Os minimamente processados são os in natura que passaram por alterações mínimas. Entrariam nesta categoria os grãos secos, como o arroz; ou as farinhas de mandioca ou de milho; as raízes ou tubérculos lavados; cortes de carne resfriados ou congelados e também o leite fervido.

Os processados, aqui começa o perigo, são produtos fabricados essencialmente com um alimento in natura o qual recebe sal ou açúcar. Como legumes em conserva, frutas em calda, queijos e pães. O grande vilão destes alimentos é a quantidade de sal e açúcar utilizado.

Os ultraprocessados, fuja destes, correspondem a produtos cuja fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e vários ingredientes, muitos deles de uso exclusivamente industrial. Exemplos incluem refrigerantes, biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote” e “macarrão instantâneo”

Ok, já sei que devo fugir dos processados e ultraprocessados, mas como reconhecer se estou adquirindo um produtos destes? É simples, leia a embalagem.

Não, não, claro que a industria não escreverá em sua bela embalagem brilhante e hipnotizante que aquele produto é ultraprocessado e te fará levar bronca da sua cardiologista, pois não passará nos exames de sangue. Mas a embalagem lhe dirá isto.

Procure nela os ingredientes daquele produto. Por determinação legal, as industrias devem colocar os ingredientes na ordem de quantidade utilizada no produto. Por exemplo, sabe aquele refrigerante vermelhinho que adoramos e é super refrescante, então, os ingredientes dele seguem em geral a seguinte ordem: Água gaseificada, açúcar, dióxido de carbono, corante de caramelo, conservante. Isso significa que depois da água, o ingrediente mais abundante dentro da latinha do refrigerante é o açúcar. Dai o problema.

De agora em diante, faça esse exercício, leia os ingredientes dos produtos que você consome diariamente. Um consumo consciente te leva a uma alimentação cada vez mais saudável e gostosa. E pratique exercícios, troque o elevador pela escada, já é um começo.

Siga-nos 🙂