A arte de fazer arte com papel!

A arte de fazer arte com papel nos apresenta o origami, que é uma arte tradicional da cultura japonesa que consiste em fazer dobraduras com pequenos pedaços de papel. Animais, elementos da natureza, objetos e figuras humanas são produzidos através das dobraduras. Este tipo de artesanato é muito comum no Japão, porém se espalhou pelo mundo todo.

E alguns artistas são super reconhecidos por esta arte e por suas habilidades, que nos levam a ver concretizado, em pedaços de papel, o que parece ser impossível de se fazer, verdadeiras obras de arte, que exige muita criatividade e amor.

Vejam alguns artistas da arte do Origami:

Akira Yoshizawa, considerado o pai do Origami moderno. Akira aprendeu por conta própria a arte do origami quando criança e aos 26 anos largou o emprego para se dedicar em tempo integral aos seus origamis. Em 1954, com a publicação da sua primeira monografia, estabeleceu o sistema Yoshizana-Randlett de notação para dobras do origami, o qual tornou-se internacionalmente aceito como o padrão para diagramas de origamis.

Robert J. Lang, este norte-americano que estuda as técnicas de origami há mais de 40 anos e é considerado um dos mestres mais importantes do mundo, com mais de 500 projetos catalogados e diagramados. Autor e co-autor de 13 livros e diversos artigos sobre o tema, presta consultoria inclusive para problemas espaciais como sistemas de air-bags para telescópios e é membro honorário da Origami Society britânica. Ele inclusive foi o responsável por desenvolver para o Google, o Doodle em homenagem ao que seria o 101º aniversário de Akira Yoshizawa em 2012.

Herman Van Goubergen, nascido na Bélgica em 1961, é um dos grandes mestres modernos. Desde 1987 vem apresentando suas obras em convenções em diversos países. Obras estas que se caracterizam por uma jovialidade e de nem sempre serem o que parecem. Van Goubergen procura fugir das técnicas tradicionais de origami, sendo cada peça uma busca por desafiar as noções convencionais. Ele é entusiasta de um tipo de origami que não é muito difundido: o Mirrorgami (Origami com espelhos) e por todas as suas criações já publicadas nota-se que a evolução da arte está passando por ele.

 

Toshie Takahama, esta japonesa nascida em Tokyo em 1910, falecida em 1999, foi também durante sua vida uma especialista na arte do Origami reconhecida mundialmente. Escreveu diversos livros que hoje são clássicos na literatura origami, alguns dos quais sendo traduzidos para outras línguas. Também é apontada como uma das responsáveis pela aproximação e interação do origami oriental com o origami ocidental e também como grande difusora do origami oriental no ocidente.

Fonte imagens: http://www.minias.com.br/

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Vinho e comida harmonizado por tradição

Muito se fala e escreve sobre harmonização de vinho e comida. Inúmeros livros, sites e outras mídias tratam do assunto. Inclusive os motoristas do Uber.

Explico – a alguns dias em um descolamento pela cidade, o qual fiz de Uber, tive a oportunidade de conversar com um motorista que estava naquela profissão por ter sido desligado de seu ultimo trabalho. Ele saiu após o encerramento das atividades do restaurante onde era sommelier. Com diversos cursos na área de gastronomia, logo ele se enveredou pelo mundo dos vinhos e de lá só saiu para conduzir automóveis e por diversas vezes transportar clientes que haviam consumido da bebida a qual ele tanto tem conhecimento e tando admira.

Parte de sua formação aconteceu no Chile, o maior produtor mundial de vinhos da uva Carménère. Uva de origem francesa, que inclusive acreditava-se ter sido extinta por uma praga, mas que anos depois foi reencontrada nos vales chilenos, onde se adaptou muito bem e de lá nunca mais saiu.

Durante o percurso da viagem ele me contava da sua formação, das aventuras no mundo dos vinhos e da satisfação em harmonizar um vinho que agrade o paladar dos clientes que atendia com o prato desejado.

Uma vez no tema harmonização ele reforçou conceitos interessantes e de conhecimento amplo, mas abordou um ponto muito interessante. A harmonização se dá por tradição.

A produção de vinho é milenar e antes da era globalizada o consumo do produto era feito em um raio bastante reduzido, limitando os sabores da bebida praticamente a região onde era produzida. Dado que a cozinha vem de antes do vinho. Produtores começaram a produzir bebida que também pudesse acompanhar a refeição, sem que esta entrasse em uma briga com o alimento. Dai taninos oxidados que agrediam o doce de uma sobremesa foram suavizados. Bebidas leves e com pouca acidez deixaram de ser úteis em pratos gordurosos e muito complexos. Dai muitas das das bebidas acabaram sendo adequadas,  durante a produção, para que casassem com pratos típicos e tradicionais locais.

A receita se aplica também a outros álcoois: a caipirinha para feijoada o chopp para um bom chucrute, o saquê para a culinária japonesa.

Na próxima harmonização pense na tradição e origem do que se deseja harmonizar e viaje no tempo e espaço para escolher uma boa uva que certamente será um grande companheiro para sua refeição.

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A cultura regional se esvai nos grandes centros

A cultura regional vem se esvaindo como areia que corre pelo corpo da ampulheta que conta o tempo.

A migração da sociedade das áreas interioranas para as aglomerações nos grandes centros, fez com que as diversas faces da cultura de um povo, entre elas a gastronomia, se esvaia sob o pretexto da falta de tempo e da preferência pela praticidade dos maléficos industrializados.

A sedução da praticidade fez com que cada vez menos as famílias se reúnam em torno de uma mesa e principalmente que o ritual de preparação do alimento, que antes era transmitido através de gerações, como em uma filosofia mestre-discipulo, já não mais aconteça. Desta forma técnicas, processos, conceitos e a arte da cozinha se perdem no tempo e morrem com seus mestres.

Valorizar a cultura local, comprando e consumindo do pequeno, valorizando o turismo fora dos grandes centros, resgatando as tradições da mesa familiar e dedicando tempo ao aprendizado de técnicas e receitas dos nossos ancestrais são formas de fazer tal resgate cultura.

Esforcemo-nos a fim de resgatar as antigas recitas, a fim de documentá-las, assim como suas técnicas. Pois só adquirindo conhecimento, dominaremos a cultura e desta forma de discípulos a mestres, seremos guardiões e semeadores de nossas culturas.

 

 

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