Como consumimos contéudo hoje? Cinema, TV, Netflix e Youtube.

Cannes 2017 tem a primeira participação de filmes produzidos pela Netflix, empresa que vem rompendo com o modo como consumimos filmes, séries, documentários e outros tipos de conteúdo audiovisual. A Netflix, semelhante ao youtube da ao usuário pleno controle sobre quando e como consumirão seus conteúdos favoritos.

Diferente da TV a cabo, da TV aberta e principalmente do cinema onde precisamos atender as agendas destes, a Netflix e o Youtube permitem que o usuário tenha total controle sobre o consumo de conteúdo, podendo consumi-lo quando bem desejar, com pausas, retrocessos, abandonos e avanços ilimitados.

A tempos o negócio central (core business) dos cinemas não é mais a venda de ingressos para os filmes e sim a comercialização de alimentos, guloseimas e bebidas. Uma ida ao cinema com uma família pequena, com 1 ou 2 filhos já é o suficiente para se pagar de 3 a 4 meses consecutivos de Netflix, já o Youtube é gratuito. Claro que ambos, para funcionarem, necessitam de uma estrutura, TV ou computador e internet, mas mesmo com esta estrutura a conta não fecha. Cinema ainda é uma diversão, porém é necessário entendermos que cinema, TV e stream(a forma como o conteúdo é disponibilizado sob a demanda do usuário) são mídias distintas e devem ser tratadas como tal. Assim como livro e filme. Se Cannes é um festival de cinema deveria sim concorrer apenas filmes para cinema, mas se Cannes é um festival de filmes deve sim atender a todo tipo de mídia. Da mesma forma que, como já foi dito, livros e filmes são mídias distintas é necessário entender esta distinção também no Stream, na TV e no Cinema.

 

Como presidente do Juri, Almodóvar se posicionou: “Não significa que eu não respeite esses filmes. Mas enquanto eu estiver vivo, vou defender a capacidade de hipnose que uma tela grande tem sobre o espectador, algo que as novas gerações não conhecem”.

Will Smith, como membro do juri retrucou logo: “Creio firmemente que, ao menos na primeira vez que uma pessoa vê um filme, a tela não deve ser parte de nosso imobiliário. Devemos nos sentir diminutos, humildes, diante daquilo que vemos.”, e emendou “Sem a Netflix, meus filhos jamais teriam visto filmes que somente podem ver ali. Traz uma conectividade com o novo e também com coisas que eles jamais veriam. Isso só ampliou a compreensão global que eles que eles têm das coisas”.

The square, grande vencedor da noite:

Enfim, seja no Cinema, na TV, ou no Netflix/Youtube a arte nos toca.

 

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Empatia é o grande convite da série 13 razões – netflix

13 razões (13 reasons why – netflix) é um grande exercício de empatia.

A empatia talvez possa ser praticada pelos animais, mas é sabido que é praticada pelo ser humano. E esta é como a construção muscular deve ser exercitada periodicamente.

A empatia é a capacidade humana de se transportar para uma situação alheia a sua realidade e viver aquela experiência com o olhar de quem realmente a vive.

Quando da sua prática não se é possível carregar a sua própria bagagem de experiências e conceitos, já formados ao longo da sua existência, pois agindo assim você estará apenas observando uma situação sob a sua ótica.

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pratique empatia com esta cena alegre.

Para pratica-la deve-se usar sua bagagem para construir o que se imagina ser a bagagem do outro e dai sim viver a experiência alheia.

13 razões apresenta personagens com os quais, qualquer um de nós na adolescência convive ou conviveu. E suas atitudes por muitas vezes ao primeiro olhar são pequenas, naturais e desta forma não causariam nenhum tipo de reação adversa ou significativa. Dai vem o convite da série, seja empático. Atentando a construção de cada personagem com a bagagem pessoal, oferecida pelo roteiro e pela direção, é possível se praticar a tal empatia e perceber os motivos de ações simples terem um plano de fundo e consequentemente criar duras e grandes cicatrizes.

Recomendo 13 razões de peito aberto e sendo empático com cada personagem.

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pratique empatia com esta cena alegre.

Todos temos em nossa bagagem temos a sensação de felicidade de um cão ao buscar um graveto atirado pelo dono ou outro alguém. De forma empática é simples se transportar e sentir sua felicidade ao saltar sobre a água com o brinquedo na boca. Da mesma forma é que fácil sentir a alegria na foto acima e também a tristeza e a dor na anterior. Mesmo sem nunca antes ter abocanhado um graveto ou passado frio e fome.

Empatia gera empatia.

imagens: pixabay e freeimages

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