Desculpe, não quero ser uma princesa!

Desde crianças, somos tratadas como verdadeiras princesas. Vestidos rodados cor de rosa, penteados impecáveis, roupas caríssimas, babados, perfumes, glamour, festas chiquérrimas, bolos que nunca experimentamos, mas, desculpe, não quero ser uma princesa.

Não que ser tratada como uma princesa seja algo ruim, mas se esse tratamento fosse verdadeiro talvez nos agradaria. A questão é que a superficialidade do estereótipo social perante as mulheres se tornou tão banal, que elogios antes tão desejados e esperados se tornaram repulsas e motivos para não queremos mais tal codinome. Não nos importa o rótulo que nos dão, queremos ser chamadas por nossos nomes, ser admiradas pelas mulheres que somos, reconhecidas pela identidade que construímos ao longo da nossa vida.

Queremos receber flores sem ter data marcada, queremos sair de vestido longo sem precisar ter uma festa da alta sociedade. Se ser princesa é ter um príncipe que venha à cavalo e jure amor eterno, muito obrigada, mas preferimos continuar sendo quem somos, mulheres rebeldes, mães imperfeitas, adolescentes bipolares, filhas que questionam o porque da existência humana.

O universo ainda vai entender que as princesas que tanto são almejadas não existem de verdade, são mulheres fortes, sensíveis, que tem o poder em suas mãos de decidirem o que serão, como se vestirão e com quem andarão. Não queremos ser marionetes de uma sociedade imperfeita, não queremos ser o que outras pessoas desejam que sejamos, porque podemos ser princesas quando o nosso coração pedir e bruxas quando a nossa alma desejar, mas a nossa essência não mudará, somos quem podemos ser e somos quem queremos ser.

Então por favor, um pedido que fazemos, pare de nos chamar de princesas. Comece a nos admirar como parte de um sistema que pensa e use da mais pura sinceridade para se referir a nós, aí sim ficaremos felizes, pois a hipocrisia será deixada de lado e a sinceridade do amor extraordinário será colocado em prova.

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Mulher-princesa, esse é o caminho?

E um belo dia uma linda menininha nasce, os pais a enxergam como a princesinha mais perfeita do mundo e já fazem planos para toda a sua existência, sem ao menos saber, se esta linda menininha vai se tornar uma princesa que todos sonham, mas a pergunta é: será que toda mulher deve ser uma mulher-princesa, esse é o caminho?

A sociedade acaba sendo a culpada por tantos padrões a serem seguidos, as meninas devem sempre se vestir como lindas princesas, com vestidos rendados, sapatinhos de salto, muito brilho, maquiagem no rosto e cabelo sempre com perfeitos penteados, mas estes padrões não necessariamente tornam à menininha uma princesinha, muitas das vezes até bloqueiam a verdadeira essência da mulher, que não precisa seguir padrões impostos pela sociedade para serem o que são.

Mulheres não deixam de ser femininas por não gostarem de usar saias, maquiagens, anéis ou por terem como esporte preferido o futebol ao invés do Balé. Conheço muitas mulheres que não são “princesinhas”, mas que não deixam de ser lindas, fortes, poderosas, admiradas, desejadas, mas que optaram por um estilo diferente do imposto pela sociedade. Normalmente estas mulheres são julgadas pela sociedade que, de uma maneira ou de outra, “obriga” que todas as pessoas do sexo feminino estejam escondidas em uma máscara, por exemplo:

– Na maioria das cerimônias de casamento as mulheres precisam estar de vestido longo e salto alto;

– Nas boates de Las Vegas, mulheres não entram se não estiverem com saias ou vestidos e salto alto;

Enfim, sou uma mulher que gosta de usar calça, bota e quase zero de maquiagem, trabalho com tecnologia, pratico luta, mas não me considero menos mulher por isto, pelo contrário, tenho a possibilidade de vivenciar experiências que talvez mulheres-princesas nunca terão, e quando quero colocar um lindo vestido e uma maquiagem fantástica, continuo me sentindo eu mesma, sem precisar construir uma imagem que não existe.

Seja você uma mulher-princesa ou uma mulher não princesa, o importante é que seja você mesma, sem receio dos rótulos que poderá receber. A única responsável pela sua felicidade é você!

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