Refrigerante ou suco, o que é melhor para os nossos filhos?

Toda mãe sofre com o dilema de como oferecer alimentos mais saudáveis para o seu filho, e com tanto acesso à informação, fica muito confuso saber o que é mais saudável. Por exemplo: refrigerante ou suco, o que é melhor para os nossos filhos? Vamos tentar esclarecer mais sobre esse dilema com o foco de sempre cuidar da saúde dos nossos filhos, sem limitá-los aos prazeres da vida.

Como mãe posso dizer que os filhos deveriam vir com manual de instrução e um bônus com os itens de alimentos mais saudáveis para serem ingeridos. E a verdade é que acabamos criando os nossos filhos da mesma maneira como nós fomos criados, logo se comíamos sorvete todos os dias, vamos oferecer sorvete para os nossos filhos sem peso na consciência, mas o que não esperávamos é que os filhos nos surpreendem quando simplesmente não aceitam algum alimento ou bebida que oferecemos e aí a nossa cabeça pira: como fazer eles comerem ou beberem algo que achamos saudável? Confesso que até hoje ainda não encontrei a fórmula do sucesso, mas aprendo dia a dia a ser uma mãe mais preocupada com a saúde da minha filha e mais maleável também.

E falando sobre as bebidas, para você o que é mais saudável de oferecer para os filhos: refrigerante ou suco? Pode ser que a sua resposta imediata seja suco, mas precisamos avaliar se realmente os sucos que estamos oferecendo para os nossos filhos são realmente saudáveis.

Existem diversas vertentes que afirmam que o refrigerante é uma bomba de coisas ruins, mas existe outras vertentes que afirmam que sucos com muito açúcar ou industrializados são tão prejudiciais quanto. Logo a reflexão é tentar balancear entre essas duas bebidas e permitir sim que os filhos tomem refrigerante e sucos, mas que seja da melhor maneira possível.

Acredito que todos os alimentos podem sim ser oferecidos aos nossos filhos, porém com moderação, até porque penso que se nós mães proibirmos tudo, os nossos filhos comerão e beberão com os amigos, na festa da escola e até mesmo escondido e ai nós nos sentiremos traídas e as piores mães do mundo, seremos vítimas do sistema em que vivemos.

Fonte imagens: https://pixabay.com

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Comida saudável não tem gosto ruim

Por algum motivo associamos comida saudável a comida com gosto ruim, algo próximo da comida de hospital. Mas comida saudável pode e deve ser gostosa.

Bem, antes de começar vamos deixar claro que não sou profissional de saúde ou algo parecido. Falarei aqui com base no que esta demonstrado nos meus exames de sangue e no que a minha cardiologista diz. Eu faço check-up regularmente a 10 anos. Todos os anos minha cardiologista me manda aos laboratórios e clinicas para que eles extraiam baldes do meu sangue para fazer exames de todo tipo. As vezes, após entregar a ela os resultados dos exames, levo broncas e outras vezes me saio bem, esse ano foi dos que me sai bem.

Tive uma infância na qual acompanhei a produção alimentícia. Graças aos meus avós paternos e aos meus pais eu pude viver em uma fazenda e lá aprendi de onde vinha cada alimento e também a respeita-lo, reconhecendo os sabores intensos e puros de um produto vindo direto da horta, da lavoura, do curral, do galinheiro, do chiqueiro e das represas. Infelizmente estamos cada dia mais distantes da produção do alimento e cada vez mais consumimos produtos processados e ou ultraprocessados.

Os alimentos são hoje divididos em algumas categorias, os in natura/minimamente processados, os processados e os ultraprocessados.

Alimentos in natura vêm diretamente das plantas ou animais, nessa categoria entram as folhas, frutos, ovos, leites e outros. Estes alimentos não sofrem nenhuma alteração após serem “coletados”. Os minimamente processados são os in natura que passaram por alterações mínimas. Entrariam nesta categoria os grãos secos, como o arroz; ou as farinhas de mandioca ou de milho; as raízes ou tubérculos lavados; cortes de carne resfriados ou congelados e também o leite fervido.

Os processados, aqui começa o perigo, são produtos fabricados essencialmente com um alimento in natura o qual recebe sal ou açúcar. Como legumes em conserva, frutas em calda, queijos e pães. O grande vilão destes alimentos é a quantidade de sal e açúcar utilizado.

Os ultraprocessados, fuja destes, correspondem a produtos cuja fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e vários ingredientes, muitos deles de uso exclusivamente industrial. Exemplos incluem refrigerantes, biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote” e “macarrão instantâneo”

Ok, já sei que devo fugir dos processados e ultraprocessados, mas como reconhecer se estou adquirindo um produtos destes? É simples, leia a embalagem.

Não, não, claro que a industria não escreverá em sua bela embalagem brilhante e hipnotizante que aquele produto é ultraprocessado e te fará levar bronca da sua cardiologista, pois não passará nos exames de sangue. Mas a embalagem lhe dirá isto.

Procure nela os ingredientes daquele produto. Por determinação legal, as industrias devem colocar os ingredientes na ordem de quantidade utilizada no produto. Por exemplo, sabe aquele refrigerante vermelhinho que adoramos e é super refrescante, então, os ingredientes dele seguem em geral a seguinte ordem: Água gaseificada, açúcar, dióxido de carbono, corante de caramelo, conservante. Isso significa que depois da água, o ingrediente mais abundante dentro da latinha do refrigerante é o açúcar. Dai o problema.

De agora em diante, faça esse exercício, leia os ingredientes dos produtos que você consome diariamente. Um consumo consciente te leva a uma alimentação cada vez mais saudável e gostosa. E pratique exercícios, troque o elevador pela escada, já é um começo.

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